Brasil perde seis universidades no ranking das melhores do mundo

Cai de 21 para 15 o número de instituições de ensino superior brasileiras na lista das mil melhores do mundo, segundo pesquisa anual publicada na revista britânicaTimes Higher Education

Brasil perde seis universidades no ranking das melhores do mundo

Cai de 21 para 15 o número de instituições de ensino superior brasileiras na lista das mil melhores do mundo, segundo pesquisa anual publicada na revista britânicaTimes Higher Education

Por | Edição do dia 27 de setembro de 2018
Categoria: Brasil, Notícias | Tags: ,,,,


O Brasil caiu no ranking de melhores universidades do mundo. Pesquisa divulgada ontem pela publicação britânica Times Higher Education (THE) mostrou que o país tem apenas 15 instituições na lista das mil melhores do mundo — seis a menos do que no ranking do ano passado, quando eram 21. Em 2016, o número de universidades era ainda maior, 27.

A mais bem colocada,  pelo segundo ano consecutivo, é a Universidade de São Paulo (USP), que se encontra no grupo das 251 a 300 melhores. A USP, segundo o estudo, apresentou melhora em itens como: ambiente de ensino, impacto das citações e perspectiva internacional. Em seguida vem a Unicamp (veja quadro ao lado). A partir da posição nº 200, o ranking passa a considerar as universidades por grupos.

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A Universidade Federal da Bahia (UFBa), que não aparecia entre as mil em 2017, passou a integrar o quadro. Entre as instituições que perderam colocação está a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A lista de melhores instituições de ensino superior do mundo é liderada pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, seguida por Cambridge, pelo segundo ano consecutivo. Em terceiro aparece a Stanford, nos Estados Unidos. A Universidade de Yale é a única novata no top 10, alcançando o oitavo lugar. Enquanto isso, a ETH Zurich da Suíça saiu deste grupo de elite, caindo do 10º para o 11º lugar.

A pesquisa divulgada pela Times Higher Education leva em conta fatores como: qualidade de ensino, número de publicações, citações, qualidade em pesquisa, número de patentes, nível de internacionalização e grau de titulação dos professores, entre outros fatores.

O diretor editorial do ranking, Phil Baty, classificou o quadro como “sombrio” e afirmou que um dos motivos para a saída de instituições da lista pode ser explicado pelo corte de financiamento nas áreas de ciências e tecnologia. “Não se pode alimentar instituições de pesquisa de nível mundial com cortes de financiamento. Os sérios problemas econômicos enfrentados pelo Brasil não são um bom presságio para o futuro. Os declínios de financiamento e no ranking podem alimentar um círculo vicioso, com os talentos saindo do país. O Brasil precisa encontrar uma maneira de obter recursos vitais em suas universidades, públicas ou privadas, para revitalizar o sistema e conter o declínio”.

A região do Norte do país não está representada no ranking. Já o Sudeste lidera, com sete instituições: USP, Unicamp, UFMG, UFRJ, Unifesp, PUC-Rio e UFABC. Das instituições de rede privada, apenas uma: a PUC-Rio. A Universidade de Brasília (UnB) aparece no grupo das 801 de 1.000 melhores. Para o doutor em relações internacionais e professor de história da instituição Carlos Eduardo Vidigal as redes superiores de ensino enfrentam uma grave crise financeira devido a cortes.

“É natural que em países economicamente mais desenvolvidos o resultado seja melhor. Há na América Latina e no Brasil uma distância entre as universidades e as grandes empresas que investem pouco em pesquisas. É possível que o corte de verbas esteja refletindo negativamente. O país precisa investir mais em ciência e tecnologia, as empresas deveriam ter maior participação e o congresso dar mais relevância aos estudos acadêmicos”, afirma Vidigal.

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