Bolsonaro não merece o título de cidadão honorário de Maceió

A vereadora Teca Nelma está totalmente certa ao ter se rebelado contra esse absurdo erro histórico. Maceió merece mais respeito. A história da capital alagoana não pode ser manchada desta forma, se transformando em piada nacional, concedendo título ao um cidadão que desdenha dos nordestinos e tem repulsa pelo nosso jeito de falar e nossa cultura.

Bolsonaro não merece o título de cidadão honorário de Maceió

A vereadora Teca Nelma está totalmente certa ao ter se rebelado contra esse absurdo erro histórico. Maceió merece mais respeito. A história da capital alagoana não pode ser manchada desta forma, se transformando em piada nacional, concedendo título ao um cidadão que desdenha dos nordestinos e tem repulsa pelo nosso jeito de falar e nossa cultura.

Por Antonio Pereira | Edição do dia 27 de junho de 2021
Categoria: Opiniões | Tags: ,,,,,,,


Ao indicar o presidente brasileiro Jair Bolsonaro como ‘cidadão honorário’, a Câmara de Vereadores de Maceió escancara o forte viés reacionário de parte dos moradores da capital dos alagoanos. Na última eleição, Bolsonaro conseguiu 61,63% dos votos dos maceioenses, transformando a antiga terra dos índios Caetés na capital nordestina mais bolsonarista do Brasil.

Acontece que nem sempre Maceió foi assim tão direitosa. Em tempos passados os maceioenses já combateram a ditadura militar, pediram por Diretas Já e referenciaram o velho Teôtonio, como símbolo contra o arbítrio instaurado no país pelos verde-oliva.

Agora, a simples palavra GENOCIDA, dita por uma jovem vereadora para defender a não aprovação do título de cidadão a Bolsonaro, fez revoltar parte dos vereadores, particularmente um delegado de polícia, que exigiu voto de censura a vereadora. Além disso, a vereadora Teca Nelma (PSDB), de apenas 22 anos de idade, vem sendo vítima de inúmeros ataques raivosos de bolsonaristas desde que disse não a transformar Bolsonaro em cidadão honorário da capital alagoana.

Teca Nelma, certamente, sabe que o presidente nada fez durante toda sua vida que justificasse tamanha honraria. Como deputado, provavelmente, não saberia dizer onde fica Maceió. Como presidente, não tem nenhum serviço prestado aos maceioenses, a não ser o fato de ter vindo para inaugurar obra já inaugurada e bradar arroubos de provocação contra o atual governador do Estado.

Definitivamente, Maceió não merece essa pecha de ser uma capital reacionária ao ponto de dar uma honraria a um presidente inepto, que está sendo metralhado diariamente com inúmeras denúncias de corrupção, sendo responsabilizado por milhares de mortes evitáveis pela Covid.

Bolsonaro recebe o título de cidadão honorário de Maceió no momento mais triste da história do país. Pelo menos 5.260 alagoanos, a maioria de Maceió, já morreram em decorrência de complicações causadas pela doença.

O presidente brasileiro, futuro cidadão honorário de Maceió, pode ser apeado do poder devido a sua ação de descaso para com os brasileiros, cujas medidas estão sendo investigadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada no Senado e que está cada vez mais convencida de que ele praticou genocídio ao não comprar vacinas, recomendar uso de remédios sem eficácia e trabalhar diuturnamente contra as medidas preventivas de isolamento social e distanciamento.

O ex-tenente do Exército que foi aposentado como capitão, acusado de ter planejado colocar bombas em banheiros nos quartéis e se insubordinar contra seus superiores não merece ser cidadão maceioense.

A vereadora Teca Nelma está totalmente certa ao ter se rebelado contra esse absurdo erro histórico. Maceió merece mais respeito. A história da capital alagoana não pode ser manchada desta forma, se transformando em piada nacional, concedendo título ao um cidadão que desdenha dos nordestinos e tem repulsa pelo nosso jeito de falar e nossa cultura.

Os nordestinos são fortes por natureza e devem sempre lutar contra as intemperes sejam elas naturais ou políticas. Volto a dizer: Bolsonaro não merece o título de cidadão maceioense.

Apesar das belezas naturais, Maceió vive há séculos uma espécie de apartheid social, onde mais da metade da população atual de 1,2 milhão de habitantes é dependente de programas sociais dos governos. Enquanto isso, a elite vive muito bem obrigado na orla marítima da cidade, onde de tempos em tempos acontecem micaretas de verde e amarelo em homenagem a Bolsonaro e contra toda e qualquer forma de resistência organizada da sociedade que tenha a mínima tonalidade encarnada. Assim é Maceió, uma contradição.

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