Boiadeiros: pistoleiros ficam com os R$ 130 mil

Emboscada encomendada por R$ 300 mil para matar Paulo e Marina Dantas em deslocamento para Batalha não foi executada

Por | Edição do dia 10 de fevereiro de 2019
Categoria: Notícias, Polícia | Tags: ,,,,,


Baixinho Boiadeiro tratava dos detalhes das execuções

Baixinho Boiadeiro tratava dos detalhes das execuções

O grupo de dez pistoleiros montado por Ednaldo Matos, conhecido como “Alemão Cara de Papa”, que é proprietário da empresa AL Corretora de Veículos, em Lajedo/PE, passou a perna em três integrantes da família Boiadeiro. Para uma empreitada, eles receberam R$ 130 mil antecipados, gastaram o dinheiro, não mataram ninguém e foram embora.

O plano de morte custaria R$ 300 mil e previa a execução de Paulo Dantas e Marina Dantas. A emboscada deveria acontecer no deslocamento do casal, saindo ou voltando para Batalha. Todos que estivessem na Pajero preta de Paulo Dantas deveriam morrer. “É pra atirar de fuzil nos bancos dianteiros e traseiros. Não escapa ninguém. Vocês ainda peguem o dinheiro que está no carro porque ele não anda com menos de cem mil reais, não”. A ordem é de José Márcio Cavalcante, o Baixinho Boiadeiro, que, “mesmo estando longe que só a peste” (como ele mesmo disse) coordenava tudo pelo telefone celular. Para isso, elegeu os primeiros Dênis e Alexandre Boiadeiro – batizados de Primo 1 e Primo 2, respectivamente, para a missão de acompanhar e rastrear pelas redes sociais os passos das pessoas que os pistoleiros deveriam matar.

MONITORAMENTO

Nesse monitoramento, um deles passou pela frente do prédio de Paulo Dantas, na Ponta Verde, e fez uma fotografia. Essa imagem foi enviada para Baixinho Boiadeiro, como prova do “empenho” do grupo formado por “Alemão Cara de Papa”, como ele trata muitas vezes nos áudios de telefone celular enviados à Polícia Civil. Ao todo, a polícia recebeu mais de 50 áudios, com mais de 60 minutos de gravação todos relacionados ao ataque contra Paulo e Marina Dantas.

Conforme o delegado- -geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, o plano vazou por um integrante do bando. Adriano seria o nome do pistoleiro que se rebelou contra o grupo. As explicações sobre a decisão de Adriano ainda são conflitantes. No entanto, de fato, ele desistiu do plano de morte o que foi identificado, inclusive, por Dênis Boiadeiro, que confirmou a contratação do bando pelos Boiadeiros, para matar Paulo Dantas e Marina. “Num certo momento eu senti que ele estava meio estranho e comuniquei aos meus primos. Depois disso, não tive mais contato com ele”, contou, em entrevista ao jornalista Thiago Correia, da TV Pajuçara. Até àquele momento, Dênis Boiadeiro não tinha o nome revelado na imprensa como sendo o “dono da voz” de alguns áudios. A polícia desconfiava, mas não sabia. Ele era chamado por Baixinho apenas de “Primo 1”. Ele era o elo entre o bando criminoso, a logística financeira e os contatos diretos com Baixinho Boiadeiro, quem dava a palavra final sobre o plano.

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