Berço de craques e palco de muita história: Estádio Rei Pelé completa 50 anos de existência

Por Thiago Luiz | Edição do dia 25 de outubro de 2020
Categoria: Esportes, Futebol Alagoano | Tags: ,,,


Foto: Célio Júnior

Neste dia 25 de outubro de 2020, a maior praça esportiva de Alagoas chegou a uma importante marca: 50 anos de existência. O gramado que já recebeu craques como o homenageado Pelé, Dida, Jacozinho, Joãozinho Paulista, Silva Cão e tantos outros nomes que marcaram a história do cenário esportivo estadual e nacional. O Estádio Rei Pelé, ou simplesmente Trapichão, completa meio século de “idade”. Palco de grandes feitos para o futebol alagoano, que marcou, marca e ainda deve marcar a história de muitas pessoas.

E para contar pontos importantes dessa longa história, não existe ninguém melhor que o historiador do futebol alagoano Lauthenay Perdigão. Isso porque, além de ser um colecionador e conhecedor da história, ele já fazia parte da história do Trapichão antes mesmo de ele ser construído. Lauthenay fazia parte da comissão que escolheu o terreno no Trapiche da Barra, onde hoje fica localizado o estádio.

Foto: Reprodução

Com 86 anos de idade, o “seu Lau”, como é carinhosamente chamado, dedicou uma vida a colecionar e relatar os principais fatos do desporto em Alagoas. O amor pela história é tão grande, que ele é o responsável por cuidar do acervo do museu do esporte no Rei Pelé.

Desde 1947, Lauthenay começou a colecionar camisa dos times de Alagoas e daí surgiu o interesse em conhecer ainda mais o futebol. Em 1950 passou a frequentar as partidas de maneira mais frequente. Durante todo esse tempo, ele viu muitos momentos importantes, mas destacou dois: a inauguração, com a presença de Pelé, no jogo entre a seleção de Alagoas e o Santos e também o “Clássico do Xaxado”, quando o CSA bateu o CRB por 4 a 0, em 1952.

E por falar nos clubes da capital, a história do Rei Pelé também passa muito pelas duas equipes. O Clássico das Multidões já é uma marca registrada do futebol alagoano. Partidas que decidiram títulos estaduais, que também culminou em rebaixamento e também muita polêmica.

Jacozinho. Foto: Reprodução

Principais ídolos de CSA e CRB, Jacozinho e Joãozinho Paulista fizeram história dentro das quatro linhas e também ajudaram a “projetar” o Trapichão para o cenário nacional.

A exemplo do cara que “roubou” a cena na festa de retorno de Zico ao Flamengo. Autor de um golaço, Jacozinho relembra a importância do episódio para a valorização do futebol alagoano à época. “É uma honra fazer parte da história do Trapichão. Eu vivi os melhores momentos do CSA como jogador e também na comissão técnica. Não fui campeão brasileiro como atleta, mas fui como auxiliar técnico. Os grandes momentos da minha vida eu vivi nesse estádio”, afirmou o icônico ex-jogador.

Jacó ainda lembra emocionado do time marujo dos anos 80, que dava trabalho às equipes do sul/sudeste do país, que não conseguiam vencer o Azulão em Maceió.

Já Joãozinho Paulista, aos 64 anos relembra os tempos de juventude. Chegou ao CRB aos 18 anos de idade e já com uma grande responsabilidade, não fugiu. Em 1976, marcou o primeiro “hat-trick” da carreira. Balançou as redes três vezes justamente diante do maior rival, com o Rei Pelé lotado, com mais de 45 mil pessoas [capacidade total à época].

João dos gols, como também é conhecido, é simplesmente o maior artilheiro do Galo e do futebol de Alagoas, com 190 gols, muitos deles com a famosa comemoração “perna mole”. João não nasceu em Alagoas, mas disse que adotou o estado e a capital, Maceió, por terem o profissionalizado. “Estou muito feliz por estar vivo comemorando o aniversário do estádio que me deu tantos amigos e tantas alegrias. Alagoas está no meu coração, Maceió é minha vida”, disse o ídolo regatiano.

 

 

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