Barreira frente ao Palácio da Alvorada pode indicar preocupação de Temer com votos de senadores

Acesso à presidenta Dilma está sendo controlado por barreira militar subordinada ao gabinete do presidente interino

Barreira frente ao Palácio da Alvorada pode indicar preocupação de Temer com votos de senadores

Acesso à presidenta Dilma está sendo controlado por barreira militar subordinada ao gabinete do presidente interino

Por | Edição do dia 20 de maio de 2016
Categoria: Artigos, Notícias, Política | Tags: ,,,,


Palácio da Alvorada no centro da discórdia

Palácio da Alvorada no centro da discórdia

A denúncia feita nesta quinta-feira (19) pelo senador Jorge Viana (PT-AC), de que o presidente interino Michel Temer impôs uma barreira de acesso militar a todas as pessoas que se dirigem ao Palácio da Alvorada, onde reside a presidente afastada Dilma Rousseff, revela que o jogo do impeachment ainda não está decidido.

Ao controlar quem entra e sai do Alvorada, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República fica sabendo, por exemplo, se Dilma se encontrou com senadores insatisfeitos com os rumos da administração Temer.

No dia 12 de maio, o vice conseguiu 55 votos na votação da admissibilidade do processo de impeachment e precisa de 54 para conseguir uma vitória definitiva no julgamento final, no entanto, há parlamentares que já admitiram mudar o voto.

O PT estuda tomar medidas judiciais para questionar a legalidade da barreira militar colocada por Temer no acesso ao Palácio da Alvorada.

Autorização para passagem

Senador Jorge Viana usou bancada do Congresso para denunciar "cárcere privado' de Dilma

Senador Jorge Viana usou bancada do Congresso para denunciar “cárcere privado’ de Dilma

A situação da barreira foi divulgada pelo senador Jorge Viana durante pronunciamento no Congresso, relatando que, na tarde da quinta, ele acompanhou o senador Renan Calheiros a uma visita à presidente Dilma e ambos foram parados em uma barreira formada por militares armados. A passagem de ambos foi autorizadas após ligações dos militares a interlocutor não identificado.

“Eu estou dizendo que eu acabei de fazer uma visita à presidente Dilma, eu estava com o presidente do Congresso Nacional e tivemos que nos identificar, esperar um bom tempo para que telefonemas fossem dados, para que ligações fossem feitas para ver se nós podíamos passar para fazer uma simples visita à Presidente Dilma. Isso significa que a Presidente eleita está sitiada? Que País é este? Que Governo provisório é esse? Essa é a plena democracia? Isso é o funcionamento pleno das instituições?”, questionou Viana.

Viana informou que foi retido por duas vezes em três dias na mesma barreira. “O Brasil nunca tinha experimentado cumprir essa Lei do Impeachment. São dois presidentes na mesma rua: um provisório, que pode fazer tudo, mudar tudo, demitir todos e tudo; e a presidente afastada, que veio das urnas, não pode sequer receber uma visita”.

De acordo com informações do site Agência Brasil, o GSI teria esclarecido que a barreira faz parte de um protocolo de segurança dos dois presidentes, e que ela foi colocada pela primeira vez em 13 de março, de modo a proteger a presidenta Dilma no dia de uma grande manifestação. Depois disso, foi retirada e recolocada várias vezes e está em funcionamento.

O GSI informou ainda que a assessoria de Dilma repassa uma lista com nomes das visitas previstas no dia e todas têm passagem liberada após a devida identificação e checagem do nome. Em caso de visitas eventuais, que não constem da lista, os militares que atuam na barreira telefonam para a assessoria do Alvorada e checam se há permissão para que a pessoa siga. Em caso positivo, o visitante é imediatamente liberado.

No entanto, a assessoria da presidenta afastada informou que o controle de entrada é de responsabilidade do GSI.

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