Bancários recusam proposta da Fenaban e decidem entrar em greve

Categoria esteve reunida em assembleia e decidiu que paralisação terá início na próxima terça-feira

Por | Edição do dia 1 de outubro de 2015
Categoria: Maceió, Notícias


Por unanimidade, bancários rejeitam proposta da Fenaban (Foto: Assessoria)

Por unanimidade, bancários rejeitam proposta da Fenaban (Foto: Assessoria)

Sem acordo. Assim terminou, nesta quinta-feira (01) a assembleia realizada pelos bancários que decidiram, por unanimidade, deflagrar uma greve por tempo indeterminado. A paralisação terá início na próxima terça-feira (06) e é uma resposta à Fenaban que ofereceu uma proposta de 5,5% de reajuste, considerada pela categoria como vergonhosa.

Bancários da capital e do interior lotaram o auditório do Sindicato e se mostraram dispostos a se engajar ao enfrentamento dos bancos com a greve que começa na próxima semana. As negociações com bancos começaram em agosto, porém nenhum avanço concretizado, deixando a categoria insatisfeita.

“A Fenaban apresentou na última negociação uma das piores propostas dos últimos anos de reajuste para o piso e verbas salariais. Os banqueiros querem trocar nosso aumento por um abono que não faz parte dos salários e ainda é sujeito a descontos no INSS, além de imposto de renda. A categoria está cansada dos mandos e desmandos dos banqueiros, agora é greve por tempo indeterminado”, falou o presidente Jairo França.

Os bancos que atuam no Brasil continuam com uma enorme rentabilidade, é o que mostra uma pesquisa realizada pelo DIESSE, no qual os sete principais bancos do país tiveram a soma dos lucros líquidos de R$36,6 bilhões apenas no primeiro semestre de 2015. Mostrando que a proposta apresentada pela Fenaban é incoerente e desrespeitosa. “Os banqueiros tem que lembrar que esses lucros são graças ao empenho e à produtividade dos bancários, que são aterrorizados pelas metas inatingíveis e o assombroso assédio moral”, conclui Jairo França.

Na segunda-feira (05), uma nova assembleia será realizada na sede do Sindicato, para preparar e organizar as ações que visam garantir a adesão dos trabalhadores. Na ocasião será homologada a paralisação nacional e definidos os preparativos para a mobilização do dia seguinte.

Principais reivindicações da Campanha Salarial 2015
> Reajuste salarial de 16% (5,7% de aumento real).
> PLR: 3 salários mais R$7.246,82.
> Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
> Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
> Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
> Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
> Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
> Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

 

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