Baleia-Bicuda rara é encontrada morta na foz do Velho Chico

O mamífero estava com marcas de mutilação possívelmente feita por um tubarão

Baleia-Bicuda rara é encontrada morta na foz do Velho Chico

O mamífero estava com marcas de mutilação possívelmente feita por um tubarão

Por Thatyana Ferreira - estagiária sob supervisão | Edição do dia 6 de fevereiro de 2021
Categoria: Alagoas, Ecologia, Meio Ambiente | Tags: ,,,


Foto: Cláudio Sampaio

Uma baleia de espécie não identificada foi encontrada morta na foz do Velho Chico, pelo professor Cláudio Sampaio, 49 anos. A causa da morte do mamífero, de mais de quatro metros não foi identificada. 

Pelo fato da baleia estar sem cabeça  não foi possível identificar a espécie, apenas que ela integra a Família Ziphiidae, um dos mamíferos menos conhecidos do mundo, também chamados de baleias-bicudas por possuírem o focinho pronunciado. 

Possuem a discrição como característica e raramente são vistas, já que nadam em águas profundas buscando por lulas. O padrão migratório também é desconhecido e várias espécies ainda estão sendo descobertas.

“A maior parte das informações que temos sobre essas baleias bicudas, como esses animais são chamados, devido ao tamanho e formato da cabeça, que possui um “bico”, são de animais encalhados. A forma do corpo, nadadeiras e especialmente da sua cabeça,” explica o professor Cláudio Sampaio.

Cláudio é professor da UFAL Penedo, especialista em animais marinhos. De acordo com ele a causa da morte só poderá ser identificada após um exame minuncioso. “Como essa baleia bicuda já encalhou morta e em decomposição, não é possível, sem uma análise, determinar sua causa mortis. É possível que as muitas mutilações e mordidas de tubarões tenham sido feitas depois de morta, já boiando no mar, antes de encalhar,” explica. 

Assim como as espécies o encalhe na região da foz tambem é incomum, em razão das correntes e vazão do Rio São Francisco. A partir desses encalhes é possível obter registros sobre o mamífero.

Foto: Cláudio Sampaio

“É sempre importante para conhecer sua distribuição e obter informações sobre idade (através de exames dos dentes), reprodução (exame do aparelho reprodutor), dieta (exame do conteúdo estomacal), parasitas, contaminantes e muito mais”, afirma Cláudio sobre a necessidade de informar sobre encalhes a órgãos ambientais responsáveis.

A suspeita do especialista é de que o animal tenha morrido em águas afastadas, mas por uma união de fatores como as correntes marinhas, os mares ou o vento, ela acabou encalhando na foz do Velho Chico. 

Como  informar sobre um caso de encalhe? 

É possível informar a órgãos ambientais, centros de pesquisa, ONGs ou universidades mais próximas, para que o animal receba os cuidados necessários, seja em um caso de devolve-lo para o mar ou descobrir mais características de um animal raro.

O Instituto Biota de Conservação de Alagoas e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) são alguns  exemplos de órgãos que se pode entrar em contato em caso de encalhe ou denúncia.

Contato

  • Instituto Biota de Conservação de Alagoas – (82) 99115-2944
  • Instituto do Meio Ambiente de Alagoas – (82) 3315-1732

 

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