Bacia do Rio Mundaú está inundada, alerta Serviço Geológico do Brasil

O nível do rio está subindo e superou a Cota de inundação

Bacia do Rio Mundaú está inundada, alerta Serviço Geológico do Brasil

O nível do rio está subindo e superou a Cota de inundação

Por Redação* | Edição do dia 25 de maio de 2022
Categoria: Alagoas | Tags: ,,,,,


O Rio Mundaú atingiu a Cota de Alerta no final da noite desta última terça-feira (24). Os dados foram confirmados nesta quarta-feira (25), pelo Serviço Geológico do Brasil, que junto com outros órgãos vem realizando previsões hidrológicas e divulgando boletins do Sistema de Alerta Hidrológico (SAH) da Bacia do Rio Mundaú. O monitoramento também alertou os riscos de inundação pelo rio nos municípios de União dos Palmares e Murici. Equipes dos órgãos já estão nos locais realizando a medição dos níveis da água.

Pesquisadores do SGB-CPRM em medição do nível do rio na manhã de hoje
Foto: Defesa Civil de União dos Palmares

De acordo com o monitoramento do órgão federal vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), o nível do rio está subindo e superou a cota de inundação nas cidades de União dos Palmares e Murici

Vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), o SGB-CPRM está emitindo boletins sequenciais e previsões, que continuam apontando que o rio continuará em elevação nas próximas horas devido às fortes chuvas que atingem o estado. As informações do monitoramento estão sendo encaminhadas aos gestores municipais para subsidiar a tomada de decisões por parte dos órgãos relacionadas à mitigação dos impactos de eventos hidrológicos extremos, tendo como principal objetivo salvaguardar a vida da população atingida, sobretudo as famílias ribeirinhas.

O Sistema de Alerta Hidrológico da bacia do rio Mundaú possui oito pontos de monitoramento nos rios Mundaú, Canhoto e Inhumas, com previsão hidrológica para os municípios alagoanos de União dos Palmares e Murici, beneficiando uma população de 89.064 habitantes. A bacia do rio Mundaú abrange uma área de 4.150km², sendo 52% no estado de Pernambuco e 48% em Alagoas. O monitoramento da bacia conta com o apoio da Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC) e da Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Alagoas (SEMARH).

Todos os dados estão disponíveis para consulta pública no portal do Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE), onde estão reunidas todas as informações disponíveis para cada bacia hidrográfica, como o monitoramento automático de chuvas e níveis de rios em diversas estações hidrometeorológicas, os links para os mapas de riscos dos municípios e todos os boletins de monitoramento e alertas publicados. Para acompanhar os dados do SACE, basta acessar o link http://www.cprm.gov.br/sace/mundau.

Como funciona o monitoramento?

Nas salas de monitoramento do Serviço Geológico do Brasil, as equipes trabalham com dados que são recebidos a cada 01 hora, por transmissores via satélite ou GSM instalados nas estações de monitoramento automáticas. Esses dados são provenientes das estações da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), de responsabilidade da Agência Nacional das Águas (ANA), e operada pelo SGB-CPRM. Tais estações são dotadas de sensores de nível, que medem a variação nos níveis das águas com alta precisão, bem como pluviômetros automáticos, capazes de registrar a quantidade de chuva em intervalos de segundos.

Os dados são recebidos, consistidos e processados por meio de modelos hidrológicos elaborados pela equipe do SGB-CPRM, e consolidados em forma de boletins de monitoramento, enviados às defesas civis estaduais, municipais, ao Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD), à ANA, ao Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) e demais órgãos de interesse. Sempre que há necessidade, são enviados também boletins de alerta hidrológico, com informações adicionais de previsões dos níveis dos rios, de forma que os órgãos atuantes possam se preparar da melhor forma possível para o evento.

Para a operacionalização dos Sistemas, é importante o conhecimento dos impactos associados à variação dos níveis dos rios dentro de cada município, através das chamadas “Cotas de Referência”. No contexto dos SAHs, as cotas de referência associadas às inundações graduais seguem as seguintes definições:

  • Cota de Inundação: Cota em que o primeiro dano é observado no município

  • Cota de Alerta: Possibilidade elevada de ocorrência de inundação

  • Cota de Atenção: Possibilidade moderada de ocorrência de inundação

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