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Avianca tenta evitar greve de pilotos e comissários marcada para sexta

Correio Braziliense / 11:39 - 15/05/2019

Paralisação dos tripulantes é devido aos atrasos no pagamento de salários


A Avianca afirmou que está se esforçando para evitar a greve de pilotos e comissários de voo da companhia aérea, marcada para a próxima sexta-feira (17/5). A empresa, no entanto, não deu detalhes como tem agido nem passou orientações sobre como os passageiros devem proceder. A paralisação foi anunciada na segunda-feira pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), após assembleias em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Os profissionais protestam contra atrasos no pagamento de salários e reivindicam o pagamento de diárias, vale alimentação, férias atrasadas e depósitos de FGTS.
 O movimento deve ocorrer nos aeroportos Santos Dumont (Rio de Janeiro) e Congonhas (São Paulo) e terá início às 6h, com previsão de acabar apenas quando as reivindicações forem atendidas. A greve se dá em meio ao processo de recuperação judicial da Avianca, que ocorre desde dezembro e tem provocado o cancelamento de voos em todo o país.
O sindicato afirma que lamenta todos os transtornos aos passageiros e publicou um manual de orientações aos funcionários, para que todas as decolagens sejam suspensas a partir do horário marcado. Decolagens com órgãos para transplante ou enfermos a bordo devem prosseguir normalmente, assim como decolagens no exterior e que já estiverem em percurso.

Direito do consumidor

Para os passageiros, a recomendação do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), no caso de prejuízo por cancelamentos de voos, é, primeiramente, entrar em contato e solicitar uma realocação ou uma indenização. A indenização garante ao passageiro ser ressarcido pelo valor da passagem e por todos os prejuízos causados pelo cancelamento, entre eles hospedagem e taxas.

Em caso de problemas, o consumidor deve registrar uma queixa na Companhia Áerea e no Portal do Consumidor (consumidor.gov.br), conforme orientações da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Não resolvido o problema, o consumidor pode ainda recorrer à Justiça.

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