Aumentam as apreensões de celulares nos presídios de Alagoas

Dados foram obtidos pela reportagem da Agência Tatu por meio da Lei de Acesso à Informação

Aumentam as apreensões de celulares nos presídios de Alagoas

Dados foram obtidos pela reportagem da Agência Tatu por meio da Lei de Acesso à Informação

Por Agência Tatu | Edição do dia 14 de abril de 2021
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,,,


O número de celulares apreendidos nas unidades prisionais administradas pela Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas (Seris-AL) aumentou 8% de 2019 para 2020. Os dados foram obtidos via Lei de Acesso à Informação e analisados pela Agência Tatu.

Mesmo com a redução do número de visitas de familiares e parentes durante os meses de março e novembro do ano passado, medida adotada pela Secretaria  para diminuir as possibilidades de contágio pelo novo coronavírus, quatro das nove unidades prisionais administradas pela Seris registraram a apreensão de 197 aparelhos celulares nos presídios. Em 2019, esse número foi de 182 celulares irregulares. É como se a cada dois dias um aparelho fosse apreendido.

Dentre as unidades administradas pela Secretaria, a Penitenciária Masculina Baldomero Cavalcanti de Oliveira, localizada no Tabuleiro do Martins, parte alta de Maceió, foi a que mais teve celulares apreendidos em 2020. Enquanto em 2019 foram apreendidos 64 aparelhos, no ano passado esse número saltou para 116, representando um aumento de mais de 81% com relação ao período anterior.

De acordo com a Seris, a maioria dos objetos – inclusive material entorpecente – é apreendida durante os procedimentos de revista de familiares, parentes e amigos e, por isso, há uma busca ativa e periódica por parte do Grupamento de Escolta, Remoção e Intervenção Tática (Gerit), que conta com apoio da Divisão de Inteligência da Seris.

Presídio Baldomero Cavalcanti / Foto: Google Street View

Vale destacar que, no período analisado, os Presídios de Segurança Máxima, do Agreste, o Estabelecimento Prisional Feminino Santa Luzia, o Centro Psiquiátrico Judiciário Pedro Marinho Suruagy e o Núcleo Ressocializador da Capital não tiveram apreensões deste tipo.

Em nota enviada por meio da assessoria de comunicação, o órgão informou que o aumento do número de apreensões desse e de outros objetos se deve aos investimentos em tecnologia e nas constantes capacitações dos policiais penais.

“A Seris tem investido em tecnologia para coibir as tentativas de ingresso com materiais ilícitos nas unidades prisionais. Um dos equipamentos responsáveis por auxiliar os policiais penais durante os procedimentos de revista é o bodyscan (scanner corporal), por meio do qual é possível verificar, inclusive, se o visitante (familiar de reeducando) está portando algum objeto suspeito, ainda que o mesmo tenha sido introduzido no próprio corpo”, diz um trecho da nota.

Visitas foram suspensas

Atualmente, as visitas seguem suspensas em razão do decreto do Governo de Alagoas, que, para conter o avanço da pandemia, adotou a fase vermelha do Plano de Distanciamento Social Controlado. A entrega de feiras por familiares de reeducandos e o acesso do público externo ao sistema prisional também estão suspensos.

No momento, de acordo com a assessoria de comunicação do órgão, é permitido o ingresso, em situações excepcionais, apenas de advogados. Outras atividades, como as de assistência religiosa, ofertadas aos reeducandos também foram suspensas.

DADOS ABERTOS | Prezamos pela transparência, por isso disponibilizamos a base de dados e documentos utilizados na produção desta matéria para consulta:
Número de celulares apreendidos nas unidades de AL em 2019 e 2020

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