‘Atira na bunda dele’: Soldado que ameaçou cabo com arma é preso em SP

‘Atira na bunda dele’: Soldado que ameaçou cabo com arma é preso em SP

Por Correio 24 Horas | Edição do dia 5 de dezembro de 2020
Categoria: Brasil, Notícias | Tags: ,


 

Foi preso em flagrante por ameaça e por violência contra superior qualificada pelo uso de arma o soldado Felipe do Nascimento, que ameaçou com arma em punho um cabo da corporação, nesta sexta-feira (4), no Centro de São Paulo. O incidente, flagrado por várias pessoas, ocorreu após uma discussão sobre o horário de almoço.

De acordo com a Polícia Militar, Nascimento seria conduzido ainda nesta sexta a um presídio militar, onde ficará detido. Nascimento ameaçou o cabo Márcio Simão de Oliveira Matias por se atrasar no retorno do almoço.

Segundo o portal Uol, no registro interno da ocorrência consta que o soldado Felipe do Nascimento, lotado na 2ª companhia do 13º batalhão, que havia saído para o almoço, demorou para retornar.

Quando voltou, o cabo Márcio Simão de Oliveira Matias, lotado na 3ª Companhia do 7º batalhão, que estava no posto, cobrou pela demora e afirmou que reportaria ao sargento, pois não conseguiria mais almoçar.

Nessa hora, ainda segundo o registro, o soldado Nascimento sacou a arma para o cabo Simão e começou a ameaçá-lo. Todos os PMs foram para a sede do 7º batalhão após o ocorrido.

O desentendimento entre os policiais ocorreu na esquina das ruas dos Timbiras e Santa Ifigênia, local com grande movimento na área central da capital paulista, onde há um comércio popular de tecnologia. Ninguém se feriu.

‘Atira na bunda dele’

Muitos vídeos feitos por pessoas que estavam passando no local flagraram a briga. Enquanto um dos PMs aponta a arma para o colega, pessoas gritavam: “mata ele”, “pega ele!” e “atira na bunda dele”.

Por meio de nota, a PM disse classificar como “gravíssima e repulsiva a ocorrência do início da tarde desta sexta-feira (4), na região de Santa Ifigênia, no centro da capital, onde um policial ameaça outro com arma em punho, em via pública”.

“A atitude viola frontalmente os valores fundamentais da instituição, especialmente a disciplina, a hierarquia, o profissionalismo, a honra e a dignidade humana, exigindo assim punições severas, na medida de sua gravidade”, afirmou a assessoria da PM paulista.

A corporação acrescentou que, por se tratar de crime militar, todas as circunstâncias em que os fatos se deram estão sendo apuradas pela autoridade competente, em sede de polícia judiciária militar.

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