Até Papa Francisco opina sobre saída do Reino Unido da União Europeia

Até Papa Francisco opina sobre saída do Reino Unido da União Europeia

Por | Edição do dia 24 de junho de 2016
Categoria: Economia, Notícias | Tags: ,,


Foto: Agência Brasil

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“Foi a vontade expressa pelo povo, e isso requer a todos nós uma grande responsabilidade para garantir o bem do povo do Reino Unido e também o bem e a convivência de todo o continente europeu. Assim eu espero”.

A declaração acima foi feita pelo Para Francisco a jornalistas ao ser informado, durante o voo de Roma a Yerevan (Armênia), sobre o resultado do referendo. O papa Francisco viajou nesta sexta-feira (24) para Armênia, para uma visita de três dias ao país cristão.

O referendo foi realizado ontem, quinta-feira (23) e o resultado, divulgado nas primeiras horas da manhã de hoje. Com taxa de participação de 71,8%, a maior em votações no Reino Unido desde 1992, o Reino Unido decidiu deixar a União Europeia (UE) 52% dos votos.

O pontífice foi apenas mais uma liderança mundial a expressar-se sobre o Brexit – união das palavras Britain (Grã-Bretanha) e exit (saída, em inglês) –  a saída do Reino Unido do território de livre comércio. Vários países, como Itália, Alemanha e até do próprio Brasil tentaram acalmar os ânimos do mercado financeiro hoje.

A própria diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, divulgou um comunicado em que defende “uma transição suave” para a saída, com bancos centrais do Reino Unido e da Europa vão atuar para evitar volatilidade financeira nos mercados.

O Reino Unido é o primeiro país a sair da União Europeia desde a sua criação, mas a decisão não significa que o país deixará imediatamente de ser membro da UE. Esse processo pode demorar dois anos, de acordo com o Tratado de Lisboa.

O Reino Unido é composto por Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte.

Renúncia e independência

Em pronunciamento à nação na manhã desta sexta (24), o primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou sua renúncia. Ele sempre se posicionou favoravelmente à permanência do Reino Unido na UE e, durante os meses que antecederam o referendo, afirmou que o Brexit poderia trazer graves consequências econômicas para o país. Cameron deve deixar o cargo em outubro.

David Cameron, durante pronunciamento da renúncia (Foto: Reuters)

David Cameron, durante pronunciamento da renúncia (Foto: Reuters)

Enquanto isso, Nicola Sturgeon, líder do Partido Nacional Escocês, afirmou hoje que a hipótese de um segundo referendo sobre a independência da Escócia é “altamente provável”.

Ao contrário da Inglaterra e do País de Gales, a Escócia votou majoritariamente a favor da permanência do Reino Unido na UE, com 62% dos votos. O governo, que é autônomo, considera que, com a decisão, o país será retirado à força do Bloco.

Sturgeon afirmou que, no referendo de 2014, sobre a independência da Escócia quanto ao Reino Unido, a independência foi derrotada em parte porque sair significaria que a Escócia ficaria fora da União Europeia, justamente o que está acontecendo agora.

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