Associações que defendem a vaquejada organizam manifestação

Associações que defendem a vaquejada organizam manifestação

Por | Edição do dia 10 de outubro de 2016
Categoria: Maceió, Notícias | Tags: ,,


Vaqueiros, criadores e empresários estão organizando uma cavalgada em protesto à decisão do Supremo Tribunal Federal que considerou institucional a prática da vaquejada. A manifestação seguirá até o Palácio da República dos Palmares, onde o grupo espera receber apoio do governador Renan Filho.

O governador se mostrou a favor da prática em sua rede social, alegando que “ela [vaquejada] precisa ser preservada porque é um patrimônio cultural de Alagoas e de toda a região nordestina”. A cavalgada será realizada na terça-feira, às 8h da manhã.

Foto: redes sociais

Imagem: redes sociais

Decisão 

A prática da vaquejada foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), durante julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4983, na quinta-feira (6).

Votaram a favor os ministros Marco Aurélio Mello, relator do caso, Roberto Barroso, Rosa Weber, Celso de Mello, Ricardo Lewandowiski e a presidenta Cármen Lúcia. Ao apresentar seu voto, que desempatou o julgamento, Cármen Lúcia reconheceu que a vaquejada faz parte da cultura de alguns estados, mas considerou que a atividade impõe agressão e sofrimento animais. “Sempre haverá os que defendem que vem de longo tempo, que se encravou na cultura do nosso povo. Mas cultura também se muda e muitas foram levadas nessa condição até que se houvesse outro modo de ver a vida e não só a do ser humano”, disse a ministra.

Já o ministro Dias Toffoli defendeu a tese que vaquejada é um esporte, diferentemente da farra do boi, que foi proibida pela Corte em outro julgamento. “Não se pode admitir o tratamento cruel aos animais. Há que se salientar haver elementos que se distingue a vaquejada da farra do boi. Não é uma farra, como no caso da farra do boi, é um esporte e um evento cultural. Não há que se falar em atividade paralela ao Estado, atividade subversiva ou clandestina. Não há prova cabal que os animais sejam vítimas de abusos ou maus-tratos”, disse Toffoli.

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