Artista visual Gleyson Pereira, A Coisa Ficou Preta, participa de live do Sesc Cultura ConVida

O projeto foi criado para incentivar a produção artística, no período de isolamento social

Por Assessoria | Edição do dia 3 de outubro de 2020
Categoria: Agenda Cultural, Diversão | Tags: ,


O Sesc Cultura ConVida realiza hoje (03.10), às 18h30, a live “Arte urbana negra: reflexões, descobertas e empoderamento”, com o artista visual alagoano Gleyson Pereira, A Coisa Ficou Preta, como é conhecido. O artista vai apresentar seu processo criativo para o desenvolvimento das obras e mostrar como o lambe lambe é um tipo de arte acessível e que pode ser explorado por qualquer pessoa. Ele fará uma introdução sobre a técnica e direcionar como as pessoas podem começar a usar essa arte como forma de expressão.

O projeto Sesc Cultura ConVIDA é para incentivar a produção artística em todas as vertentes e levar as apresentações para dentro das casas da plateia. O projeto foi criado em função das mudanças de comportamento social causadas pela pandemia da Covid-19. Considerando que a classe artística foi fortemente atingida, com o fechamento dos equipamentos culturais e a impossibilidade de apresentações presenciais, o projeto funciona como uma forma de manter o trabalho de fomento, difusão e incentivo à produção artística nacional.

Na live de hoje, A Coisa Ficou Preta vai falar sobre como foi o caminho até começar a fazer as intervenções artísticas, o que inclui as descobertas como homem negro que levaram para o caminho da arte. Ele vai abordar qual a mensagem geral que deseja passar com a sua arte e qual o seu propósito.

Segundo Gleyson, é importante falar sobre como é a arte de forma geral para a construção da sociedade e seu poder para o movimento negro. O artista vai comentar sobre como os lambes criados podem influenciar as pessoas impactadas a agirem. Como a arte pode transformar hábitos das pessoas.

No decorrer desse encontro virtual, o alagoano vai apontar como a internet pode ser um apoio para a arte urbana. Outra abordagem será as mídias sociais no sentido de abrir o diálogo entre o artista e a comunidade, podendo ser uma extensão do trabalho.

Como começou

O artista começou sua arte no final de 2018, em Maceió. “É uma forma de retribuição a arte preta que teve papel essencial na minha consciência como corpo negro. Quando eu tive essa percepção, decidi que queria tentar ajudar outras pessoas a chegarem à mesma conclusão que eu: o (re)encontro com a sua própria negritude”, comenta.

Ele conta que desde criança foi de criar coisas com as mãos. O artista afirma que depois que teve consciência da sua negritude, decidiu fazer algo que pudesse acender essa consciência em outras pessoas negras por meio da arte.

Em 2018, descobriu o lambe-lambe como forma de intervenção urbana. Basicamente era papel, arte e cola, então pensou: “eu consigo fazer isso!”. Coincidentemente ou não, esse momento aconteceu no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. “Nossa vida não é definida pelo racismo. Por isso, trago mensagens de empoderamento, de celebração e de vitória do nosso povo”, afirma.

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