Área Lilás do HM promove ação em alusão ao Dia das Crianças

Por Assessoria | Edição do dia 13 de outubro de 2020
Categoria: Notícias, Saúde | Tags: ,,


Foto: Reprodução

Brigadeiros, torteletes de leite condensado, pipoca no saquinho, pãezinhos de queijo, pirulito, marshmallow e bolo confeitado, além de muita música e diversão. Tudo o que uma festa infantil bem animada deve ter. Foi desse jeito que os pequenos vítimas de violência sexual e, assistidos pela Área Lilás do Hospital da Mulher (HM), celebraram, nesta terça-feira (13), o Dia das Crianças, ocorrido na segunda-feira (12).

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De acordo com Camile Wanderley, coordenadora da Rede de Atenção às Vítimas de Violência Sexual (RAVVS), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a ação teve como objetivo proporcionar às crianças que foram atendidas na Área Lilás do HM uma oportunidade de resgatar um pouco da infância perdida, causada por conta da violência sexual.

“Muitas crianças que chegam até aqui não têm perspectiva de futuro em relação ao seu próprio desenvolvimento, em virtude da vulnerabilidade familiar que existe. Por isso, essa ação tem justamente o propósito de fazer esse resgate e de aproximar as famílias, visto que esse tipo de violência acaba fragmentando o vínculo familiar. É um momento de apoio, de solidariedade, de amor e de esperança para um futuro melhor. Esperança essa que conseguimos transformá-la”, destacou.

O abuso sexual é responsável por sofrimento intenso e uma série de traumas a curto e longo prazo. Segundo Camile Wanderley, geralmente, o perfil do agressor está dentro da casa da vítima, próximo ou a cercando. “A partir do momento em que fazemos uma ação como essa, a equipe multiprofissional visa não apenas a recreação, mas, também, o cunho educativo. Hoje nós tivemos toda a parte da saúde da criança, com um dentista e um pediatra falando dos cuidados com o corpo, além de um psicólogo, que destacou a importância de a família da vítima ter uma pessoa da rede de apoio, que seja de confiança, para evitar que esse tipo de violência possa acontecer novamente”, salientou.

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Ainda de acordo com a coordenadora da RAVVS, a criança que dá entrada na Área Lilás pode ser acompanhada pelos pediatras, psicólogos e assistentes sociais por, no mínimo, seis meses. “Porque, às vezes, não adianta o profissional fazer apenas a consulta médica, pois o nível de vulnerabilidade e o problema que esse tipo violência causa no núcleo familiar são incalculáveis. Então, temos que envolver a rede de apoio, utilizando o serviço dos CREAS [Centros de Referência Especializada de Assistência Social] e dos CRAS [Centros de Referência de Assistência Social], além dos conselheiros tutelares, como grandes parceiros que nós temos, a fim de minimizar os problemas advindos desse tipo de violência em nossas crianças”, garantiu.

Jorge da Silva (nome fictício), de 23 anos, pai da pequena Maria (nome fictício), de 4, esteve presente na ação com a filha e gostou bastante da iniciativa promovida pela equipe. “Eu fiquei surpreso ao ser convidado para estar aqui hoje. Não esperava. A equipe da Área Lilás está de parabéns pelo suporte que tem dado a mim e minha filha, desde que procurei o serviço há, praticamente, um mês. A humanização e a atenção que essas profissionais tiveram com a gente foi muito importante. O trabalho lúdico que elas fazem com cada criança que dá entrada aqui, presenteando e parabenizando por cada conquista, embora seja pequena, faz toda a diferença no resultado final”, elogiou ele.

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