Após trapalhada, Slum tenta limpar a cidade

Milhares de toneladas de lixo “passam” o final de semana nas ruas da cidade; caos exige mais da coleta diária

Por | Edição do dia 9 de dezembro de 2018
Categoria: Jornal o Dia | Tags: ,,,


A semana terminou e a Prefeitura de Maceió não conseguiu regularizar a coleta de lixo domiciliar. Milhares de toneladas de lixo estão nas ruas da cidade, gerando a possibilidade de proliferação de ratos, moscas e mosquitos, o que coloca em risco a vida das pessoas. De serviços essenciais, a coleta de lixo e a limpeza urbana se transformaram em caso de saúde pública. No início, as pessoas ainda fizeram piada com as sacolas coloridas espalhadas pela cidade. Mas, agora, o tema não tem mais graça e pede medidas urgentes. No Ouro Preto, por exemplo, a fedentina e a grande quantidade de moscas já incomodavam os moradores.

A Prefeitura informou, no meio da semana, que até sexta-feira (dia 7) a coleta de lixo seria regularizada. O que não aconteceu e a superintendente de Limpeza Urbana, Liz Araújo, deu um novo prazo: este final de semana. Que também não será possível de cumprir. A população de Maceió produz cerca de 1,5 mil toneladas. A coleta esteve irregular durante oito dias, o que leva a um grande acúmulo de sujeira na cidade.

Na sexta-feira, várias equipes da Prefeitura de Maceió e caminhões coletores das empresas: Viambiental (Via Ambiental Engenharia e Serviços S/AL) e Naturalle (Tratamento de Resíduos Ltda) – contratadas através de “carta-convite” em caráter especial por 180 dias – trabalhavam na limpeza e coleta no Dique-Estrada. Milhares de toneladas de lixo doméstico, casca de sururu e entulho foram retiradas. No entanto, foi um trabalho de “enxugar gelo” porque quando as equipes chegaram ao final da avenida Senador Rui Palmeira, já havia outras toneladas acumuladas no canteiro central.

Isso se deve, no entanto, à irregularidade na coleta do lixo provocada pela trapalhada da Prefeitura de Maceió que não planejou a transição entre as empresas que estavam saindo desta atividade e as que estavam chegando. Viambiental e Naturalle vão preencher a lacuna deixada pelas empresas Ciano e Soluções Ambientais e Viva Ambiental. A Prefeitura de Maceió deve a estas duas empresas mais de R$ 100 milhões, o que está prejudicando o pagamento das verbas rescisórias aos trabalhadores destas duas empresas. No entanto, o Ministério Público do Trabalho (MPT) já entrou no caso para garantir os direitos dos trabalhadores. Mesmo com todo esse caos que se instalou na cidade, a Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), rechaça que houve desorganização no processo.

Por enquanto só a população está pagando pela trapalhada do órgão público responsável pela coleta de lixo em Maceió. Bairros como Vergel, Trapiche, Pontal da Barra, Bom Parto, Mutange, Bebedouro, Pinheiro, Farol, Ouro Preto, Barro Duro, Feitosa, Jacintinho, Benedito Bentes (onde fica o aterro sanitário) e todos os outros da parte alta da cidade estão com a coleta de lixo irregular desde o último dia 28 de novembro.

Leia matéria completa na edição do jornal O Dia Alagoas desta semana, já nas bancas!! 

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