Aliança e CSE contrariam a ‘lógica’ e estão na disputa

Aliança e CSE contrariam a ‘lógica’ e estão na disputa

Por Thiago Luiz - Estagiário | Edição do dia 10 de maio de 2021
Categoria: Esportes


O Campeonato Alagoano está chegando à reta final. A fase mais esperada está para começar: o mata-mata. Quatro equipes vão fazer as semifinais do Estadual. Dentre elas, CRB e CSA são “caras” conhecidas, mas duas surpresas chegaram nesse momento importante. O Desportivo Aliança, “novato” na competição e atual campeão da Segunda Divisão do Alagoano, em seu primeiro ano na elite, já brigou e garantiu uma vaga nas fases finais e pode até conseguir a vaga na Copa do Brasil, o que foi colocado como objetivo pelo presidente Luciano Lessa, no início da temporada.

Jogando no Estádio da Ufal, o Aliança alcançou uma campanha equilibrada. Foram quatro vitórias, três derrotas e um empate. Profissionalizado em 2012, o clube completou apenas nove anos de existência no último dia 10 de março. Na semifinal, vai encarar o CRB, que terminou a primeira fase como líder da competição. O primeiro jogo será em casa, já a partida da volta será no Rei Pelé.

Quando procurado pela Reportagem de O Dia Alagoas, ainda no início da temporada, o mandatário da equipe falou que o objetivo inicial era a manutenção e a vaga no mata-mata. E se o presidente pede, a equipe corre atrás. Os objetivos foram conquistados, mas não para por aí. O Aliança, na pior das hipóteses no atual cenário, pode brigar pela terceira colocação do Estadual, o que vai garantir uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro e possibilitar o Tricolor de disputar a seletiva pela terceira vaga alagoana na Copa do Brasil contra o ASA, campeão da Copa Alagoas. Essa última conquista foi denominada pelo presidente como um “sonho”. Até porque, por mais concorrida que seja, a Copa do Brasil é a competição mais rentável do futebol nacional.

Já o CSE em 2021 conseguiu fazer o que há muito tempo não conseguia: chegar às fases finais do Alagoano. Nas últimas quatro temporadas que esteve na Série A, o time de Palmeira dos Índios figurou na parte baixa da tabela. Em 2016 e 2017, quando era adotado outro modelo de competição no Alagoano, o Tricolor palmeirense disputou o quadrangular da “degola”, que definia os dois rebaixados, mas conseguiu escapar.

Em 2018 não fugiu e sofreu a queda. Foi o vice-lanterna, ficando à frente apenas do Santa Rita, com seis pontos conquistados em oito jogos: uma vitória, três empates e quatro derrotas marcaram aquela campanha.

Conseguiu o retorno imediato, após conquistar o título da Segunda Divisão em 2019 diante do Zumbi, mas já na volta à elite, no ano passado, mais um susto: outra temporada lutando contra o fantasma do rebaixamento. Mais uma temporada na vice-lanterna.

Na atual temporada, o CSE conseguiu uma campanha muito parecida com a do CSA, adversário na semi. Foram 15 pontos em oito jogos, quatro vitórias, três empates e uma derrota. A equipe de Palmeira dos Índios terminou a primeira fase na terceira colocação, atrás do time marujo apenas pelo saldo de gols. E foi justamente a vitória diante do Azulão que assegurou o Tricolor na próxima fase.

Agora, as duas equipes que chegaram como “surpresas” na fase final podem complicar a vida dos times que já estão acostumados a jogar as decisões estaduais, como é o caso de CRB e CSA.

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