Além do HIV: “Dezembro Vermelho” também alerta para os riscos da infecção pelo HPV

Papilomavírus humano atinge mais da metade dos jovens brasileiros, segundo Ministério da Saúde; ginecologista explica como evitar

Além do HIV: “Dezembro Vermelho” também alerta para os riscos da infecção pelo HPV

Papilomavírus humano atinge mais da metade dos jovens brasileiros, segundo Ministério da Saúde; ginecologista explica como evitar

Por Assessoria | Edição do dia 17 de dezembro de 2021
Categoria: Saúde | Tags: ,,


No mês dedicado à prevenção e diagnóstico precoce do vírus HIV, a campanha dezembro vermelho também chama atenção para os riscos de outras infecções sexualmente transmissíveis: as chamadas ISTs. Uma das mais comuns é o papilomavírus humano, conhecido popularmente como HPV.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o vírus atinge cerca de 54,6% dos brasileiros entre 16 e 25 anos. Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV e nem todos são cancerígenos ou causam sintomas, pois a maioria das infecções são transitórias e são combatidas espontaneamente pelo sistema imunológico.

A ginecologista do Sistema Hapvida Maceió, Dra. Cláudia Pinto, ressalta, no entanto, que há risco de a infecção se tornar crônica e lesões pré-cancerosas evoluam para um câncer invasivo no colo do útero. “Lembrando que o HPV também pode atingir os homens. Neste caso, as complicações mais comuns são os cânceres que acometem o ânus, orofaringe e pênis”, destaca a médica.

Sinais e sintomas do HPV

O papilomavírus humano é um grupo de vírus transmitidos sexualmente, pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas.

“Muitas pessoas com HPV não desenvolvem nenhum sintoma, mas, quando eles estão presentes, os mais relatados são o aparecimento de verrugas na vulva, coceira na região genital e lesões no útero, lábios, bochechas ou garganta”, explica a ginecologista.

O uso do preservativo durante as relações sexuais pode ajudar a prevenir o HPV, mas não exclui o risco de contágio. “Isso acontece porque a presença de feridas na vagina, pênis ou ânus pode facilitar a transmissão. Além disso, o vírus pode ser transmitido direto pele a pele antes de a camisinha ser colocada”, alerta a especialista.

Importância da vacinação

Segundo Dra. Cláudia Pinto, a vacina contra o HPV é uma das formas mais eficazes de prevenção. “A vacina é indicada para meninas e mulheres dos 9 aos 45 anos e meninos e homens dos 9 aos 26 anos de idade. O ideal é que a imunização ocorra antes do início da vida sexual, ou seja, antes da exposição ao vírus”.

A médica do Sistema Hapvida Maceió ressalta, no entanto, que pessoas que já foram contaminadas com o vírus também podem ser beneficiadas com a vacina. Confira outras dicas para prevenir a infecção por HPV:

  • Realize o exame preventivo papanicolau anualmente;
  • Fortaleça o sistema imunológico e consuma alimentos ricos em vitamina C;
  • Evite o estresse e pratique atividades físicas regularmente.

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