Alagoas tem o 6º pior tratamento de esgoto do Brasil

Estado é um dos sete que possui menos de 20% do esgoto tratado em relação à água consumida

Alagoas tem o 6º pior tratamento de esgoto do Brasil

Estado é um dos sete que possui menos de 20% do esgoto tratado em relação à água consumida

Por | Edição do dia 31 de janeiro de 2020
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,,,,


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De acordo com um levantamento da Associação das Concessões Privadas de Saneamento (ABCON), Alagoas e mais estados do Norte e Nordeste foram considerados os locais com piores tratamentos de esgoto. Os números da pesquisa foram analisados com base Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), e o Estado trata apenas 16,18% dos 102 municípios.

Os dados revelam a seguinte lista: Acre (18,78%), Amapá (14,8%), Piauí (13,79%), Maranhão (13,45%), Rondônia (9,55%) e Pará (8,02%).

 Segundo dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), um terço dos municípios brasileiros não têm um programa de saneamento estabelecido. Cerca de 70% da população brasileira que compõe o déficit de acesso ao abastecimento de água possui renda domiciliar mensal de até meio salário mínimo, claramente prejudicando a população mais pobre.

O direito à água e ao saneamento é um direito à saúde pública, já que muitas doenças podem ser evitadas com água potável e esgotamento sanitário nas regiões, além de impedir desastres urbanos como alagamentos. Mas isso pode piorar

Em tramitação há quase um semestre no Congresso Nacional, o PL 3.261, com todas as discussões nele incluídas, foi substituído, de acordo com ordens do governo federal. O texto aprovado piora, e muito, o saneamento.

A realidade do saneamento no Brasil, no que se refere aos serviços de água e esgoto, é marcada por enormes déficits de atendimento à população e um impasse: de um lado, temos o setor público, sem capacidade de alocar os recursos necessários para o setor avançar.

De outro, o segmento privado encontrando, ainda, dificuldades políticas, legais e institucionais para ampliar sua contribuição à universalização dos serviços.

Os déficits podem ser resumidos da seguinte forma: cerca de 12 milhões dos brasileiros que vivem em áreas urbanas ainda não possuem acesso à água tratada, e 70 milhões não possuem acesso aos serviços de esgoto. Pouco mais da metade produzido no país é coletado, e só 44,92% do total é tratado.

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