Alagoas tem a menor taxa de gravidez na adolescência dos últimos cinco anos

Número passou de 12.352, em 2017, para 9.536, em 2021, uma queda de 22,8%; redução é atribuída a debates realizados nos 102 municípios alagoanos, por meio do Programa Saúde na Escola (PSE), com apoio da Sesau

Alagoas tem a menor taxa de gravidez na adolescência dos últimos cinco anos

Número passou de 12.352, em 2017, para 9.536, em 2021, uma queda de 22,8%; redução é atribuída a debates realizados nos 102 municípios alagoanos, por meio do Programa Saúde na Escola (PSE), com apoio da Sesau

Por Redação* | Edição do dia 29 de março de 2022
Categoria: Alagoas, Ultimas Notícias | Tags: ,,


Alagoas teve uma queda considerável no número de gravidez na adolescência, de acordo com dados Sistema de Informação de Nascidos Vivos (Sinasc). Os índices do estado vêm caindo nos últimos cinco anos com relação ao número de nascidos vivos de mães na faixa etária de 10 a 19 anos. Em 2017, esse número era de 12.352, em 2018 baixou para 11.942, em 2019 reduziu para 10.756, em 2020 caiu para 9.855 e em 2021 a taxa chegou a 9.536. Ou seja, nos últimos cinco anos houve uma queda de 22,8% nessa taxa.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) considera a gravidez na adolescência uma questão de saúde pública, pois as mães mais jovens podem enfrentar maiores riscos de morte e de invalidez durante a gestação e na hora do parto. Além disso, a jovem grávida tem sua infância abruptamente interrompida, uma educação reduzida e perda de oportunidades.

Thalyne Araújo, coordenadora de saúde do adolescente da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), explica que a maioria dos casos de gravidez na adolescência é indesejável e que isso ocorre por falta de informação e falta de apoio das redes familiares e comunitárias. “Independentemente de ser planejada ou não, a gravidez precoce aumenta o risco de óbito materno e infantil, bem como o risco de parto prematuro, anemia, aborto espontâneo, eclampsia e depressão pós-parto”, esclarece a coordenadora.

Thalyne afirma, ainda, que a queda no número de casos de gravidez na adolescência está diretamente relacionada aos debates que vêm sido realizados nos 102 municípios de Alagoas, por meio do Programa Saúde na Escola (PSE), sempre com o apoio logístico da Sesau. Esses debates giram em torno da prevenção da gravidez na adolescência e da discussão sobre o desenvolvimento afetivo enquanto aspecto inerente ao desenvolvimento da sexualidade.

Workshop – E com o objetivo de ampliar o acolhimento e a assistência precoce para usuários na faixa etária dos 10 aos 19 anos, na Atenção Básica, a Coordenação da Saúde do Adolescente da Sesau realizará um workshop sobre prevenção à gravidez na adolescência no mês de julho. Durante o evento serão abordados  temas como educação sexual e a contracepção na adolescência.

Dados sobre gravidez na adolescência no Brasil e no mundo – De acordo com relatório publicado em 2018 pela Organização Pan-Americana da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e UNFPA, apontam que a taxa mundial de gravidez adolescente é estimada em 46 nascimentos para cada mil mulheres entre 15 e 19 anos.

Na América Latina e no Caribe, a taxa é bem maior e está estimada em 65,5 nascimentos. No Brasil, país com a maior taxa de mães adolescentes da América Latina, esse número chega a 68,4 nascimentos a cada mil adolescentes. Vale esclarecer que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera gravidez na adolescência, a gestação em jovens que têm entre 10 e 19 anos.

*Com assessoria

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