Alagoas recebe R$ 7,4 milhões para reabilitar crianças afetadas pela zika

Recursos são para 4 centros de reabilitação voltados para estimulação precoce e atendimento às famílias

Alagoas recebe R$ 7,4 milhões para reabilitar crianças afetadas pela zika

Recursos são para 4 centros de reabilitação voltados para estimulação precoce e atendimento às famílias

Por | Edição do dia 3 de abril de 2017
Categoria: Notícias, Saúde | Tags: ,,,,,,


O Ministério da Saúde garantiu, nesta segunda (03), R$ 7,4 milhões para o custeio de 4 Centros Especializados em Reabilitação (CER) no estado de Alagoas. Esses serviços ofertam assistência integral e gratuita, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), às crianças com a síndrome congênita da Zika, e realizam, por exemplo, a estimulação precoce.

O anúncio dos recursos foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante a abertura do 3º Encontro da Rede Nacional de Especialistas em Zika e doenças correlatas (Renezika). Na ocasião, também foram divulgados, em nível nacional, R$ 10,9 milhões para a implantação de 51 novas equipes de apoio à Saúde da Família, que contam com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, e R$ 10 milhões para novas pesquisas e criação de biobanco nacional para amostras sobre doenças causadas pelo Aedes aegypti, como dengue, chikungunya e Zika.

Desde outubro de 2016, as crianças com síndrome congênita de Zika contam com os CER´s enquanto estratégia de atenção em todo país. Por ano, o Ministério da Saúde repassará R$ 114,3 milhões para o custeio dessas unidades, que já somam 187 CERs em todo país.

Outra medida que permitiu a assistência adequada às crianças com a síndrome foi a estratégia de ação rápida. Dos 2.347 casos de microcefalia confirmados no país entre março e outubro de 2016, 80% (1.898) receberam atendimento na atenção especializada. Esse serviço é a porta de entrada para a assistência, já que é lá onde o médico identifica e avalia qual o tratamento que cada criança precisa.

“Todos nós, governo federal, estados e municípios, temos que identificar a síndrome o mais rápido possível e, desta forma, encaminhar essas crianças para o atendimento adequado”, afirmou Ricardo Barros.

Trabalho com a Unicef

Outra ação necessária foi a capacitação das equipes de saúde para poderem atender os pequenos pacientes, bem como preparar as famílias e cuidadores que lidam com a síndrome congênita de zika. Uma parceria entre Ministério da Saúde e Unicef capacitou em estimulação precoce 133 profissionais de saúde, educação e proteção social, e 380 famílias e cuidadores.

Também estão sendo oferecidos cursos de estimulação precoce e triagem ocular à distância pela Universidade Aberta do SUS (Una-SUS), que já contam com 16.139 matriculados.

Diminuição das ocorrências

Até 25 de março deste ano, foram confirmados 2.542 casos de microcefalia, sendo 63 prováveis, 4.152 estão em investigação e 5.516 descartados. O Ministério da Saúde registrou 4.894 casos de Zika em todo o país. Uma redução de 97% em relação a 2016 (142.664 casos). Em relação às gestantes, foram registrados 727 casos prováveis. Não houve registro de óbitos por Zika em 2017.

Neste mesmo período, foram notificados 90.281 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 90% em relação ao mesmo período de 2016 (947.130). Também houve queda expressiva no número de óbitos: redução de 97%, passando de 411 (em 2016) para 11, em 2017.

Em relação à chikungunya, a redução do número de casos foi de 74%. Até 25 de março, foram registrados 26.854 casos. No ano passado, foram registrados 101.633 casos neste mesmo período.

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