Alagoas é um dos três estados com maior aumento no índice de conclusão do Ensino Médio

Estudo feito pelo instituto Todos Pela Educação mostra que, de 2012 a 2018, o estado teve crescimento de 16,8% no percentual de concluintes até os 19 anos

Por | Edição do dia 18 de dezembro de 2018
Categoria: Educação, Notícias | Tags: ,,,,


Robótica está presente em quase 100 escolas da rede estadual (Foto: Valdir Rocha)

Robótica está presente em quase 100 escolas da rede estadual (Foto: Valdir Rocha)

O movimento Todos Pela Educação divulgou, nesta terça-feira (18), o resultado dos níveis de conclusão do Ensino Médio até os 19 anos em todo o país. Apesar de não favorável para grande parte do território nacional, em Alagoas o número de concluintes até os 19 anos está aumentando, configurando crescimento de 16,8 pontos percentuais entre 2012 e 2018. O avanço significativo na taxa de concluintes é reflexo direto de políticas educacionais adotadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretária de Educação (Seduc), para diminuir os índices de abandono e evasão escolar por parte dos jovens.

Em 2014, no início da gestão Renan Filho, o índice de conclusão do Ensino Médio até os 19 anos de idade era de 34,9%, equivalente a 19.303 estudantes. Em 2018, esse número passou para 51,7% dos jovens nessa idade – 30.677.

Dentre as principais iniciativas adotadas pela Seduc para o avanço da educação no estado estão o Programa Escola 10, o Programa Alagoano de Ensino Integral (Palei), além dos investimentos em infraestrutura. O estímulo à inovação e o incentivo ao protagonismo juvenil também se mostram como alguns dos fatores decisivos para a continuidade dos estudos.

Para a secretária de Estado da Educação, Laura Souza, esse avanço se deve à redução da evasão escolar e também à redução da reprovação. No Ensino Médio, houve redução de 39% da evasão escolar, enquanto a aprovação aumentou em mais de 17%.

“Tornar a escola mais atrativa e tornar esse jovem protagonista é fundamental para mudar essa realidade. Desde 2015 realizamos o Encontro Estudantil, onde os jovens se apresentam por meio de diversas linguagens. Temos, ainda, o programa de robótica, presente em 30% das escolas da rede estadual, e as feiras de ciências”, afirma a secretária. “No ensino integral, que a partir de 2018 abrangerá 53 escolas em todo o estado, os jovens têm as disciplinas eletivas, os projetos integradores, os clubes juvenis, o que faz eles participarem mais ativamente de todas as atividades escolares”.

Escola 10

O programa, lançado em 2017, constitui um pacto firmado entre Estado e municípios para a melhora dos índices educacionais em Alagoas. Abraçado pelas 102 cidades do estado, o Escola 10 já apresentou bons frutos desde sua aplicação.

Por meio de acompanhamento pedagógico de todas as escolas públicas, adoção da realização da Prova Alagoas, designação de articuladores de ensino, fornecimento de materiais didáticos complementares e formações contínuas para os profissionais da educação, o programa se mostra eficaz para a melhoria do ensino alagoano.

O principal fruto advindo do Programa é a saída de Alagoas da 26ª para a 20ª posição do ranking nacional do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Na avaliação, as redes públicas saíram da média de 4,3 para 4,9 – sozinha, a rede estadual saiu de 4,1 para 4,9, ultrapassando a meta estabelecida pelo Ministério da Educação (MEC).

Além de representar aumento nos índices educacionais, o Escola 10 dá autonomia para as unidades da rede pública, descentralizando os recursos que cada uma recebe e buscando, dentro das escolas e centros de educação, propostas e soluções para o melhoramento do ensino básico.

O resultado positivo em relação à educação ocasionou a transformação do programa em Projeto de Lei, assinado no final de novembro pelo então governador em exercício, Luciano Barbosa, que comandou a Seduc por três anos e meio.

Programa Alagoano de Ensino Integral

Implantado desde 2015, na época abrangendo somente a Escola Estadual Marcos Antônio Cavalcanti Silva, o Programa Alagoano de Ensino Integral (Palei) surgiu como um experimento. Desde então, o Palei cresceu vertiginosamente e hoje contempla 50 escolas, de ensino fundamental e médio, em 28 municípios do território alagoano. No próximo ano, mais três escolas ofertarão o ensino integral no interior e na capital.

O Palei tem como proposta a complementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) com disciplinas eletivas, que trabalham para o desenvolvimento psicossocial dos estudantes da modalidade, ampliando o aprendizado e desempenho dos alunos dentro e fora da sala de aula.

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