, Quarta-Feira - 24 de Abril de 2019

 

Alagoano defende pela 2ª vez o Brasil no Mundial de Handebol

/ 10:15 - 21/01/2019

Trajetória inclui deixar a casa dos pais aos 15 anos para estudar e aprender mais sobre o esporte em Maceió e daí, ganhar o mundo


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Cleryston David Cordeiro Novais é alagoano, natural de Palmeira dos Índios e atleta de handebol, é o representante de Alagoas no Mundial que está sendo disputado na Alemanha e Dinamarca. Aos 15 anos, deixou sua cidade natal e sua casa, para ir morar em Maceió, em busca de seu sonho: se tornar um jogador profissional da modalidade. Aos 17, foi jogar em Cotia, São Paulo. A partir daí, começou a mostrar seu potencial no esporte e “embalou” na carreira.

Em 2017, o ponta esquerda conquistou mais um objetivo: jogar com a camisa da Seleção Brasileira um Mundial de Handebol, na França. Este ano, Cleryston está repetindo o feito. No Mundial, realizado pela Federação Internacional de Handebol, o Brasil garantiu a classificação para a segunda fase do campeonato, ocupando a 3ª posição do Grupo A. Além disso, a equipe brasileira entrou, pela 1ª vez na história, no Top 12 de um Mundial.

Hoje, o atleta defende a camisa do Beykoz Belediyesi, da Turquia. A reportagem de O DIA ALAGOAS entrou em contato com Cleryston, via WhatsApp, após o último jogo da fase de grupos, contra a Coreia. Sobre o sentimento de estar disputando a competição mais importante da modalidade, ele falou como se sente “recompensado” pelo trabalho duro que desempenha ao longo da temporada. “Estar aqui é muito gratificante. Trabalho o ano inteiro para estar entre os melhores. A convocação traz ainda mais motivação para continuar trabalhando”, afirma.

Por falar em trabalho, o camisa 32 do Brasil não apareceu por acaso na seleção. As convocações se dão por carregar no currículo importantes conquistas. O alagoano foi tricampeão da Copa do Brasil em 2015, 2016 e 2017 e campeão brasileiro em 2016. Quando se fala em títulos individuais, Cleryston não tem motivos para se esconder. Em 2016 ganhou o prêmio de melhor ponta esquerda da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro e um ano depois conquistou novamente o título de melhor na posição na Copa do Brasil. Cleryston também tem “faro” de gol. Foi o artilheiro da Liga Nacional em 2014 e do Campeonato Mundial Militar em 2015, pela Força Aérea Brasileira.

O atleta é o único alagoano e nordestino do elenco que está disputando o Mundial e contou como é a experiência de estar representando não só o seu nome, mas um Estado e uma região. “É sempre muito bom representar minha cidade e meu estado. Eu venho de um lugar que hoje não tem muita estrutura no handebol, e estar conseguindo levar o nome de Palmeira e de Alagoas para um campeonato dessa altura é inexplicável”, avalia

Cleryston fez questão de destacar a importância dos primeiros professores do esporte. Augusto Cordeiro, o “Guto”, foi o primeiro a iniciar os trabalhos em Palmeira dos Índios, nas quadras do Colégio Estadual Humberto Mendes. O palmeirense lembrou ainda do esforço feito pela professora Edleuza Rocha, a “Didi”, uma das principais reveladoras de talentos do handebol alagoano. Ela o trouxe para Maceió para ficar em sua casa, onde morou por três anos, e ainda conseguiu uma bolsa no Colégio Santa Améli, em Bebedouro.


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