Agreste Saneamento e Casal lançam campanha para combater furto de água no interior de AL

Muitas das ligações irregulares ocorrem em áreas rurais, quando as pessoas danificam ou furtam os equipamentos das adutoras

Por | Edição do dia 7 de janeiro de 2019
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,,,,


As ligações clandestinas de água geram um prejuízo enorme para as empresas que fornecem os serviços. Mas, não só para as empresas! Chamados de “perdas não técnicas”, os desvios prejudicam também os consumidores, que podem ser afetados com uma irregularidade no abastecimento ou ainda com contaminações na rede distribuidora, por exemplo.

Para combater essa prática, a Agreste Saneamento, responsável pela captação e distribuição de água em dez municípios do interior alagoano, e a Casal estão lançando a campanha “Gato e água não se misturam” para conscientizar a população que o furto de água na rede adutora causa graves problemas de falta de água, danos na rede dedistribuição e contaminação que pode causar doenças.

De acordo com Marcelo Almeida, coordenador técnico operacional da Agreste Saneamento, muitas dessas ligações acontecem em áreas rurais, quando as pessoas danificam ou furtam os equipamentos das adutoras, prejudicando assim, todo o sistema responsável pelo abastecimento.

Ele explica que o furto de água prejudica principalmente quem paga a conta em dia. “O cidadão que furta água não se preocupa com o desperdício, pode prejudicar o abastecimento das casas vizinhas e até contaminar a estrutura da rede de abastecimento com o manuseio indevido”.

O executivo acrescenta que a população pode ajudar no combate a esse tipo de crime. Basta ligar para o número 0800 082 0195 e denunciar. Não é preciso se identificar. O sigilo do denunciante é garantido.

Crime contra o patrimônio

As principais formas de furto de água são as ligações clandestinas (quando o usuário interliga o seu ramal indevidamente à rede distribuidora de água), as fraudes na medição (quando o hidrômetro é danificado ou desviado, para adulterar a medição do consumo) e as fraudes no corte (quando a ligação é cortada por falta de pagamento e o cliente faz a reativação de maneira indevida).

No Código Penal, na parte que trata sobre crimes contra o patrimônio, a ligação clandestina, se feita antes que passe pelo relógio de água, por exemplo, configura crime de furto (através do artigo 155, parágrafo terceiro). A pena varia de um a quatro anos de reclusão, com aplicação de multa. No caso da manipulação dos hidrômetros, com objetivo de pagar menos, é considerado estelionato pelo artigo 171, com pena que pode chegar a cinco anos mais pagamento de multa.

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