Agressor de Henri Castelli pode ter prisão solicitada

Quatro pessoas são acusadas de cometer as agressões, mas somente praticante de Jiu-Jitsu assumiu a agressão

Agressor de Henri Castelli pode ter prisão solicitada

Quatro pessoas são acusadas de cometer as agressões, mas somente praticante de Jiu-Jitsu assumiu a agressão

Por Deraldo Francisco Com Agências | Edição do dia 13 de janeiro de 2021
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Pelo menos um dos acusados de envolvimento no espancamento do ator Henri Castelli deve ter a prisão preventiva solicitada pelo delegado Fabrício Lima, que apura o caso qualificado como Lesão Corporal Grave.

Após ouvir testemunhas, o delegado listou quatro pessoas na condição de suspeitas de envolvimento no espancamento: Humberto Vilar;Bernardo Malta de Amorim; André Vilar e Guilherme Acioly.

Um deles seria lutador de Jiu-Jitsu e assumiu sozinho a agressão. Ouvido, ele disse que se tratou de uma luta corporal. No entanto, teria sido uma luta corporal entre uma pessoa que não pratica artes marciais contra outra que pratica. A interpretação pela desproporcionalidade do confronto será feita pelo delegado Fabrício Lima do Nascimento, presidente do inquérito.

No entanto, o delegado informou hoje à reportagem que está cuidando de identificar a participação de cada um dos quatro suspeitos na agressão que ganhou repercussão nacional devido ao fato de a vítima ser uma pessoa famosa no País.

Uma testemunha ouvida pelo delegado contou em Termo de Declaração que viu quando “quatro ou cinco pessoas espancavam o ator que, no chão, protegia o rosto de socos e pontapés”. Esse depoimento desmente a versão do praticante de Jiu-Jitsu: ele não teria cometido a agressão sozinho. Estaria protegendo os amigos.

No espancamento, o ator teve a mandíbula fraturada – inclusive com fratura exposta, conforme radiografia que constam no Inquérito Policial – numa agressão sofrida pouco depois das 22h do dia 29 de dezembro de 2020 no atracadouro da Marina do Zezeco, na Barra de São Miguel.

Henri Castelli teve a mandíbula fraturada depois de ser agredido em festa na Barra de São Miguel (Foto: Instagram)

As investigações serão concluídas na próxima semana, quando o delegado apresentará o relatório ao Ministério Público. Ocorre que, o fato se deu no dia 29 de dezembro de 2020 e, até hoje, o Exame de Corpo de Delito – peça fundamental para a conclusão das investigações – ainda não chegou às mãos do delegado Fabrício Lima do Nascimento, responsável pela confecção do Boletim de Ocorrência nº 00074666/2020.

O crime de Lesão Corporal Grave está previsto no Art. 129 do Código Penal Brasileiro (CPB) e prevê pena de três meses a um ano de prisão mais pagamento de multa. No caso de Henri Castelli, destaca-se o fato de “mutilação anatômica”, o que impossibilitaria de, em pelo menos, 30 dias, as suas atividades laborais.

Mesmo com mais de dez dias de ocorrido o fato, o laudo do Exame de Corpo de Delito – peça importante para o Inquérito Policial – ainda não foi entregue ao delegado do caso. As provas materiais existentes no inquérito são laudos apresentados pela defesa do ator Henri Castelli.

A motivação para o crime

Conforme as investigações, a motivação para o crime ainda não está devidamente explicada. Na versão do ator – que não convence à polícia – a agressão aconteceu do nada, sem motivação nenhuma. Henri Castelli contou ao delegado que estava num canto, na Marina do Zezeco, sentado, mexendo no telefone celular quanto, de repente, foi atacado.

A versão dos acusados dá conta de que tudo começou após uma pequena discussão entre o ator e o proprietário da Casa de La Musique, onde teria ocorrido uma festa envolvendo os personagens desse caso mais o influencer digital Carlinhos Maia. Henri Castelli teria sido perguntado sobre a festa e teria desqualificado o evento com palavras de baixo calão. No calor da discussão, o ator teria dito para que seu opositor pegasse em sua genitália, numa provocação.

A partir desse momento, a situação teria saído do campo das discussões e chegado às vias de fato, na proporção quatro contra um. O dono da casa de shows e seus amigos contra o ator global.

O delegado Fabrício Lima está ouvindo outras testemunhas e buscando informações através de imagens para chegar à versão verdadeira dos fatos. Por enquanto, só um acusado assumiu o espancamento.

Socorro feito por Carlinhos Maia

O influencer Carlinhos Maia confirmou que, de fato, socorreu o ator com a apoio dos seus seguranças. Bastante machucado, Henri Castelli teria sido levado para a casa do influencer, onde ficou por alguns minutos, enquanto seus agressores “esfriavam a cabeça” do lado de fora. Seguranças de Carlinhos Maia estariam armados, o que inibiu a sequência do espancamento.

Em seguida, o ator foi levado para a Santa Casa de Misericórdia de Maceió, onde recebeu atendimento médico. Os laudos desse atendimento constam no Inquérito Policial. O traslado do ator teria sido feito num carro blindado de Carlinhos Maia para prevenir uma nova reação dos envolvidos na agressão. No entanto, não há registro de outra ocorrência violenta.

Já um pouco recuperado da pancadaria, mas ainda sentindo dores, Henri Castelli usou as redes sociais para comunicar aos fãs, seguidores e familiares que estava com o rosto “um pouco” desfigurado devido a um acidente na academia. O ator teria sido com a sua agenda de trabalho, mas, devido aos ferimentos, não a cumpriu toda, sendo multado em alguns contratos de “presença vip” que deveria fazer nas festas de fim de ano.

Dez dias depois, ele postou outro vídeo dizendo que não era verdade o que havia dito e que só o teria feito para tranquilizar seus familiares e continuar com a agenda de compromissos como “presença vip” em algumas festas particulares no litoral do Nordeste. No vídeo, o ator denuncia o espancamento que teria sido cometido por Humberto, André, Guilherme e Bernardo.

“Vocês devem ter visto que eu dei entrada na Santa Casa de Alagoas no final do ano, por ocasião de um acidente na academia”, disse nas redes sociais. “A verdade é que não foi um acidente e não foi na academia. Eu fui agredido covardemente sem que eu pudesse reagir ou me defender”, contou.

“O que aconteceu foi que eu estava com alguns amigos, e do nada eu fui puxado pelas costas, pelo pescoço, jogado no chão e fui agredido”, contou. “Vítima de socos e chutes que levaram a uma fratura exposta na minha mandíbula.”

Emocionado, ele disse que já havia percebido a gravidade da lesão no caminho do hospital. “A impressão que eu tinha era que minha boca estava pendurada naquele momento”, lembrou. “Liguei imediatamente para minha dentista, que me orientou a ir para um hospital mais próximo”, contou o ator

O destempero de ´youtuber´

O caso da violência na Marina do Zezeco ganhou o Brasil inteiro e colocou Alagoas – num momento de alta temporada – nos piores espaços na imprensa nacional. O fato foi de extrema gravidade para o Estado. Mas, a youtuber Antônia Fontenelle, amiga de Henri Castelli, teria passado dos limites quando, num vídeo postado em suas redes sociais, generalizou Alagoas como um estado violento e alertado aos turistas para terem muito cuidado.

Fontenelle é conhecida por sempre arrumar confusões com outras pessoas nas redes sociais (Foto: Reprodução)

Na série de vídeos que fez sobre o tema, Fontenelle cobrou providências das autoridades de segurança em Alagoas nas investigações do caso. Ela não poupou críticas – nem palavrões – para falar do caso na Barra de São Miguel.

Em resposta, o secretário de Segurança Pública, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, lamentou a postura da youtuber quando ela se referiu a Alagoas. “É lamentável que tenhamos que assistir determinadas subcelebridades se referindo com tamanho preconceito e falta de respeito aos alagoanos. Não somos um povo desordeiro, somos um povo da paz, a única coisa que pedimos é respeito. Todas as providências jurídicas, policiais e diligências já estão sendo tomadas. Agora, o que não podemos admitir, é que queiram generalizar e muito menos agir de forma preconceituosa contra o povo de Alagoas.”, disse o secretário.

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