Adoção de animais: responsabilidade e amor marcam vida dos que acolhem os bichinhos

Donos relatam dificuldades no dia a dia e adaptação de cães e gatos no novo lar

Adoção de animais: responsabilidade e amor marcam vida dos que acolhem os bichinhos

Donos relatam dificuldades no dia a dia e adaptação de cães e gatos no novo lar

Por Debora Rodrigues | Edição do dia 20 de novembro de 2021
Categoria: Especiais | Tags: ,,


 

Foto: Victor Vercant/Secom Maceió

A adoção traz consigo grande responsabilidade. No mundo animal, isso não é diferente. Cães e gatos podem não ter uma longa vida, mas mudam positivamente o mundo de muita gente.

E foi isso que aconteceu na vida da Renata Ventini. Ela é estudante e, atualmente, cuida de 15 felinos, além de duas cadelas. A jovem, que já chegou a ter 30 animais ao mesmo tempo, recebe apoio da mãe para dar conta de tudo.

“A maior dificuldade é manter tudo limpo. É um compromisso que você precisa ter e é para o resto da vida dos bichos’, diz ela, que conta, ainda, que precisa lavar o chão da casa todos os dias e limpar a caixa de areia dos gatos.

Totalmente adepta à adoção, Renata reprova a venda de animais. Segundo ela, muitos bichos estão disponíveis para receber um lar. Além da casa, as pessoas podem dar carinho e cuidado que cães e gatos abandonados necessitam.

“Sou totalmente contra a venda. Todos os meus animais foram adotados. Grande maioria são animais de rua, que já sofreram e foram machucados. Não tem motivo para comprar animal. Existem tantos animais na rua ou em ONG que podem receber amor”.

Ela e a mãe cuidam de bichos que já sofreram maus-tratos. “Já peguei gato machucado, desnutrido, com sarna e até com ferida aberta. A gente coloca dentro de casa, cuida e tenta achar um lar. Muitos a gente conseguiu doar, mas outros, por já serem velhos, ficam com a gente”.

Renata conta que mantém contato frequente com uma médica veterinária que é responsável por cuidar de todos os bichos, inclusive dos que têm problemas de saúde. Ela e a mãe conseguiram realizar uma organização financeira para vacinar e castrar todos os felinos que estão em casa.

A jovem também falou sobre os preconceitos das pessoas com relação aos bichos que são deficientes. Ela afirma que é preciso estar informado para conseguir manter os cuidados. “Já tive e tenho animais com deficiência. Eles vivem normalmente. A gente tinha um gato que não mexia as pernas de trás e tenho duas gatas que não enxergam, mas elas conseguem fazer todas atividades. São animais muito espertos”.

Nathália Cesário também é adepta da adoção de animais. Ela conta que o amor pelos bichos vem desde muito nova e foi herdado dos pais, que acolhiam filhotes que estavam nas ruas. “Nunca era uma escolha, sabe? Desde pequena, eu sou criada em meio aos animais e, geralmente, eles chegavam na minha casa e meus pais acolhiam ou pegavam um filhote de uma cachorra de rua que pariu perto de casa mesmo, por exemplo”.

A jovem acredita que adotar não é bom só para os animais. Além de ganhar um companheiro, os donos encontram uma maneira de fugir dos problemas do dia a dia. “É muito triste a situação dos animais que vivem nas ruas, além do frio e da fome, ainda tem o risco de atropelamento, envenenamento, entre outras coisas. É importante ajudar a diminuir esses riscos para os bichos e proporcionar uma vida melhor para eles. Amo conviver com animais, eles me ajudam muito a aliviar o estresse da vida”.

Feira de Adoção de Animais

A Prefeitura de Maceió, em parceria com ONG’s de cães e gatos, realiza, através da Unidade de Vigilância de Zoonoses, aos domingos, na Rua Fechada, na Ponta Verde, uma Feira de Adoção de Animais.

O coordenador da Unidade de Vigilância de Zoonoses, Marcos Vasconcellos, falou sobre os animais que estão disponíveis para a adoção. Ele afirma que, além do desejo de adotar um bicho, é necessário estar ciente das responsabilidades.

“Os animais que levamos à Feira de Adoção foram vítimas de abandono ou maus tratos e precisam de acolhimento responsável e cuidadoso. Então, para adotar, é necessário que a pessoa tenha em mente a responsabilidade e a disponibilidade para garantir a saúde e o bem-estar ao animal. A aceitação dos membros da família é essencial para que a adoção seja saudável e sem arrependimentos. Por isso, é sempre bom consultar a família para ver se o animal será aceito e lembrar que a adoção também vai gerar um custo a mais no orçamento da família”, explica.

Desde o dia 4 de outubro, na primeira edição da feira, foram adotados 62 animais, entre cães e gatos, adultos e filhotes. Para adotar um bichinho, é necessário ser maior de idade, apresentar um documento de identificação com foto e comprovante de residência, além de assinar um termo se responsabilizando pelo cuidado com o animal que está adotando.

Todos os animais são castrados, vacinados e recebem um chip com registro que permite identificar o responsável pela adoção em caso de abandono.

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