“A pandemia vai continuar ditando o ritmo da economia até o fim do primeiro semestre”, afirma economista

Apesar das dificuldades, especialista demonstra expectativa positiva para 2021

“A pandemia vai continuar ditando o ritmo da economia até o fim do primeiro semestre”, afirma economista

Apesar das dificuldades, especialista demonstra expectativa positiva para 2021

Por Thiago Luiz - Estagiário | Edição do dia 1 de janeiro de 2021
Categoria: Especiais | Tags: ,,,,


Ano novo e expectativa de novos momentos chegam com 2021. Depois de um ano lamentável em 2020, principalmente para a Economia, o novo ano que se inicia deve trazer esperança de dias melhores para investidores, empresários e até para quem está desempregado. De acordo com o economista Cícero Péricles, principalmente o segundo semestre tem tudo para ser melhor, por diversos fatores, mas especialmente pela vacina contra a Covid-19.

“A vacinação massiva, anunciada para começar em 20 de janeiro, acalmará os setores atingidos pela pandemia porque significará uma diminuição expressiva no número de infectados e mortos pelo coronavírus. Caso não aconteçam contratempos, essa operação deverá estar concluída ainda no primeiro semestre”, disse o especialista.

Mas é preciso analisar de forma fria. Isso porque começo de ano é, naturalmente, uma época mais lenta porque existe um “choque” nas atividades de vários segmentos. A alta estação do turismo, que tem o pico no verão, termina depois do carnaval, quando chega o período chuvoso. Na mesma época termina a safra da cana-de-açúcar, que diminui o ritmo dos municípios que concentram as atividades nesse ramo.

Economista prevê melhora no segundo semestre de 2021. Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

Ainda segundo Cícero, o setor de comércio e a rede de prestação de serviços vendem menos porque seu período maior de comercialização é dezembro e, pouco menos, nas promoções de janeiro, quando acontecem as “queimas” e as liquidações. Além disso, a construção civil trabalha mais acelerada nos meses de final de ano para entrega das encomendas e das reformas, entrando num ritmo mais lento no começo do ano.

“A expectativa, portanto, é a de que, no segundo semestre, coincidam o controle da pandemia, que aliviará o noticiário, afastando o receio de consumidores e investidores, e, em paralelo, a retomada destes setores, que são os mais expressivos da economia estadual”, pontuou o economista.

Mas até a vacinação contra a Covid-19 ser feita, ainda há muitas incertezas quanto ao momento da economia alagoana. Isso porque a todo momento o Poder Público anuncia novas medidas de controles para conter a índice de contágio. E é exatamente por isso que o economista afirma que a pandemia deve continuar ditando o ritmo do mercado até o segundo semestre.

“Estamos terminando o ano com 20% de desemprego, a maior taxa histórica, com o comércio amargando um índice negativo de vendas de -4% e o setor de serviços -19%. Estes dois setores representam 72% da economia estadual. Se não houver muitos imprevistos, no segundo semestre de 2021 teremos, provavelmente, um quadro diferente”.

E por falar em desemprego, 2021 ainda deve agravar esses números até junho. “As estatísticas sobre o desemprego apresentarão números piores no começo do ano com o final do Programa de Manutenção do Emprego e Renda, que, em Alagoas, permitiu a assinatura de 200 mil contratos de redução da jornada de trabalho ou suspensão do contrato formal de trabalho em troca de um benefício mensal e da garantia do emprego. Esse programa foi acionado por 15 mil empresas alagoanas, principalmente micro e pequenas empresas. Seu final impactará negativamente. Como o primeiro semestre é de menor movimento, esses números somente poderão ser revertidos com a reativação da economia, no segundo semestre” opinou Cícero Péricles.

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