A escritora Natalia Borges Polesso fala de suas inquietações emocionais, políticas e criativas na coluna online do Itaú Cultural Um Certo Alguém

Na segunda mini entrevista da coluna, que, semanalmente convida uma personalidade do meio artístico e cultural para responder quatro perguntas de cunho pessoal, a convidada, ganhadora do Prêmio Jabuti, coloca em perspectiva questões e pensamentos de seu passado, presente e futuro

Por Assessoria | Edição do dia 25 de junho de 2020
Categoria: Cultura | Tags: ,


Natalia Borges Polesso / Foto: Lívia Pasqual IC

No dia 25 (quinta-feira), às 13h, vai ao ar a segunda entrevista de Um Certo Alguém, a nova coluna do site do Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br). Nela, são apresentadas semanalmente as perspectivas sobre passado presente e futuro de um novo entrevistado, que, em quatro perguntas diz qual é sua maior saudade, o que mais quer nesse momento, como imagina o amanhã e quem é. O estreante da coluna, Tom Zé, dá vez para a pesquisadora e tradutora Natalia Borges Polesso. Depois dela, chegam ao endereço eletrônico da organização as fabulações da cantora Elza Soares e na sequência, de Letrux, sua colega de ofício.

Natalia é autora de Recortes para álbum de fotografia sem gente, Coração à corda, Pé atrás, Amora, livro com o qual venceu o Prêmio Jabuti, em 2016, Controle e o mais recente, Corpos Secos, uma ficção científica escrita com Luisa Geisler, Marcelo Ferroni e Samir Machado de Machado. Lançada em março deste ano, a obra versa sobre a luta por sobrevivência em um Brasil pós-apocalíptico, repleto de zumbis e assolado por uma doença fatal. A narrativa distópica tem como pano de fundo uma pandemia e em muito conversa com o momento atual do país. Contudo, antes de chegar às narrativas de mortos-vivos, ela relembra na coluna Um Certo Alguém a avó, sua maior influência na literatura e maior saudade. “Comecei a sentir o encantamento da literatura com ela. Não vim de uma família de leitores; meu avô não sabia ler,” conta Natália.

Apesar dos capítulos violentos de sua última publicação, a escritora quer, neste momento, é a paz mundial, mas não de maneira geral. “Eu quero que as pessoas se eduquem sobre racismo e colonialidade, leiam cada vez mais autoras negras e indígenas. Quero que as lutas sejam intimamente compreendidas e se tornem um compromisso diário,” enfatiza, imaginando o porvir com a mesma potência coletiva. “Estamos em um presente de negligências genocidas, de violências reais e simbólicas muito evidenciadas e legitimadas por vozes políticas. Não há novidade da institucionalização da necropolítica, mas o levante tem tomado força”, diz.

Ao se definir, ela coaduna com as próprias declarações ao descrever-se como uma pessoa inquieta, inclusive fisicamente. “Uma escritora obstinada, que se dedica a esse ofício com muito carinho e violência,” finaliza Natalia.

Com a programação suspensa desde o dia 17 de março em razão da pandemia do novo coronavírus, a organização tem intensificado a produção de materiais e conteúdos pensados para toda a família, ampliando a produção de conteúdo para diversos públicos, como podcasts, cursos de EAD e vídeos, no site e redes sociais da instituição e na Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. Para acessar: www.itaucultural.org.br.

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