51% não acreditam que a corrupção diminui após a Lava Jato

Índice de aprovação e percepção de isenção de Sérgio Moro como juiz diminuem entre os brasileiros

51% não acreditam que a corrupção diminui após a Lava Jato

Índice de aprovação e percepção de isenção de Sérgio Moro como juiz diminuem entre os brasileiros

Por | Edição do dia 4 de maio de 2017
Categoria: Notícias, Política | Tags: ,,


Apesar da Lava Jato ser considerada a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro no Brasil, para 51% da população a corrupção não deve diminuir no país após o fim da operação.

Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (04) pelo jornal Folha de S.Paulo, 44% dos entrevistados acreditam que o cenário permanecerá o mesmo, enquanto 7% creem que a corrupção aumentará. No entanto, 45% afirmaram que os crimes devem reduzir após a ação.

Entre os mais jovens a percepção de manutenção do cenário atual é maior – foram 50% dos entrevistados na faixa de 16 a 24 anos. Acima dos 60 anos, porém, há redução na crença de que a corrupção continuará na mesma proporção, com apenas 36% dos entrevistados.

Os mais ricos representam a maioria em fatia que acredita na diminuição da corrupção após a Lava Jato, com 54% dos entrevistados entre os que recebem mais de R$ 9,4 mil mensais. Nesse grupo, 53% dos que disseram conhecer a lista de políticos delatados pela Odebrecht confiam na redução.

De acordo com o instituto, 72% dos brasileiros acreditam na prisão de parte dos políticos, embora não creiam que a maioria será encarcerada. Apenas 7% disseram acreditar que todos terminarão na cadeia. A Lava Jato revelou a existência de uma rede de corrupção no país a partir da prisão de doleiros e ex-funcionários da Petrobras.

Papel de Moro

A pesquisa é divulgada no mesmo dia em que a operação chega à 40ª fase, nesta quinta-feira, com o cumprimento de mandados no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Outro item importante perguntado no levantamento da Datafolha foi quanto à atuação do juiz Sérgio Moro e dos procuradores federais.

Quando perguntados a respeito da atuação do juiz Sergio Moro, não chega a 50% a proporção dos que acham que ele “faz uma luta justa e usa métodos corretos”. No inverso dos 100% que deveríamos ter na avaliação do trabalho de um magistrado, apenas 47% concordam com o enunciado.

A maioria escolhe duas outras opções ou “não sabe”: 19% respondem que “o juiz Sergio Moro não está fazendo uma luta justa, pois age politicamente, protegendo alguns e perseguindo outros” e 16% que “(…) está fazendo uma luta justa, mas usa métodos questionáveis”. Os que não sabem são 18%.

A mesma percepção de “perseguição” aparece na avaliação do trabalho dos procuradores. Entre dezembro de 2016 e agora, a taxa dos que afirmam que “são justos e tratam todos os políticos da mesma maneira” caiu de 51% para 45%, enquanto subiu a dos que entendem que não são isentos (que foi de 37% para 42%).

A discordância em relação aos métodos utilizados pelos agentes da Lava Jato é nítida nas respostas à pergunta a respeito de se é correto acusar Lula “sem provas, mas com convicções”, como eles próprios disseram. A proporção dos que acreditam ser isso errado é de 68%, enquanto somente 28% estão de acordo.

Além de mostrar que o endosso à operação está muito distante de 100%, a pesquisa também revela que o interesse da sociedade por ela vem caindo. Há um ano e meio, em novembro de 2015, 44% dos entrevistados afirmavam que “se interessaram muito por ela no início e continuavam muito interessados”. Agora, a proporção dos que concordam com a frase caiu para 25%. Enquanto isso, os que dizem “não ter interesse” passaram a ser 44% e os com apenas “algum interesse” foram a 30%.

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