1,3 milhão de pessoas saem da inadimplência em apenas um mês

População prefere quitar dívidas e evitar consumo desnecessário

1,3 milhão de pessoas saem da inadimplência em apenas um mês

População prefere quitar dívidas e evitar consumo desnecessário

Por | Edição do dia 13 de julho de 2016
Categoria: Economia, Notícias | Tags: ,,,


Levantamento da empresa Serasa Experian sobre a inadimplência no país mostra que, pela primeira vez desde dezembro de 2014, houve redução, em maio último, no número de devedores que não conseguiram honrar os compromissos. Foram registrados 59.470.359 inadimplentes, total que representa uma queda de 1,3 milhão sobre o universo recorde encontrado em abril (60.730.403).

O valor das dívidas em atraso atingiu R$ 264,2 bilhões. As regularizações dos débitos foram constatadas mais entre os jovens de 18 a 25 anos, que ocupam o segundo lugar no ranking de brasileiros negativados, somando 9,3 milhões de pessoas.

Apesar desse esforço na quitação das dívidas, os economistas da Serasa alertam que o desemprego, a falta de experiência no crédito e a maneira impulsiva de ir às compras estão entre os principais fatores que levam este grupo a atrasar dívidas.

Por meio de nota, os economistas observaram que houve um movimento de busca por linhas de crédito e também de saque nas cadernetas de poupança. Com base em dados do Banco Central, eles informaram que as retiradas da poupança superaram os depósitos em R$ 42,6 bilhões entre janeiro e junho de 2016.

Queda nos serviços e compras

Outros dados de maio trazem outra versão desse ajuste econômico que muitos brasileiros estão aplicando à vida durante a crise.  O volume de serviços teve uma queda de 6,1%  na comparação com o mesmo período do ano passado, marcando o pior resultado para mês de maio desde o início da série histórica, em 2012. É também a segunda maior queda da série, perdendo apenas para o recuo de 6,4% de novembro de 2015.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Outra pesquisa, sobre a Intenção de Consumo das Famílias, divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) nesta quarta (13), porém com análise da passagem entre os meses de junho para julho de 2016, apontou que a intenção de compras se manteve estável, com 68,7 pontos. No entanto, na comparação com julho de 2015, houve queda de 21%.

Segundo a CNC, a confiança do consumidor permanece baixa e a recuperação deve acontecer lentamente, já que as famílias ainda estão muito endividadas.

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