Bom Dia!, Segunda-Feira - 17 de Dezembro de 2018

 

‘Venom’ traz Tom Hardy na pele de um jornalista que sofre transformações

Portal Divirta-se Mais / 10:26 - 05/10/2018

Vilão ganha um filme próprio mostrando a luta de Eddie Brock contra a violência despertada pela criatura que toma conta do corpo dele


Vanguarda científica, envolta por uma enorme lacuna ética no comportamento de profissionais que exploram fusões entre alienígenas e humanos numa trama em que até mesmo os heróis se vangloriam da própria decadência. Isso é Venom. Estão interessados? Bom, pelo jeito — ainda que o público estivesse —, o mesmo não pode ser dito do trio de roteiristas, bastante desleixados. Repleto de coincidências exageradas, o filme ainda embarca na onda autoexplicativa.
Tom Hardy bem que se esforça, no papel do jornalista Eddie Brock, vocacionado a fazer denúncias. Entrará em atrito forte com a Fundação Vida, comandada por Carlton Drake (Riz Ahmed, mecânico, na levada de qualquer vilão de telefilme B). Drake, em nome de benefícios próprios, pretende se aproveitar de indigentes e causar sacrifícios para que simbiontes (seres extraterrenos) convivam com pessoas.
Aos moldes do que foi visto na ficção científica Vida (2017), parasitas intergalácticos pretendem aderir por completo na existência humana.
Dirigido por Ruben Fleischer, o filme tem até uma ponta de humor que funciona. Sem muito pique, no começo, o filme se esforça em demonstrar a felicidade antes presente na vida de Eddie, ao lado de Anne, a namorada (Michelle Williams, beirando o constrangedor).
Cenas extras, colocadas entre os créditos, só reforçam (na toada mais do mesmo) o caráter de caça-níqueis de Venom. Com textura entre amoeba e uma carne moída revolta, os simbiontes, visualmente, não causam grandes espantos.
Sem muito tempo de se recobrar, o protagonista embarca numa situação de risco, desorientado pela invasão de seu corpo por um organismo bem perverso. Seja na luta corpo a corpo (mantida com Drake), seja nos embates entre o seu corpo e sua mente, Eddie e seu Venom (interior) não convencem.


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