Boa Noite!, Quinta-Feira - 20 de Setembro de 2018

 

Sinteal vê sua hegemonia na Educação de Alagoas ameaçada

Assessoria / 1:32 - 24/02/2018

Órgão não consegue “emplacar” nenhum candidato apoiado pela entidade a algum cargo eletivo


Com a atuação sindical questionada há tempo e com a representação política em decadência, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas, Sinteal, e, consequentemente, uma das maiores tendências do Partido dos Trabalhadores, a DS, Democracia Socialista, vê com preocupação o avanço do nome de Eduardo Vasconcelos, professor e presidente do Sindicato dos Professores do Estado de Alagoas, Sinpro-AL, Sindicato que representa os docentes de toda rede privada. Depois de tanto tempo na mesmice e no descrédito no movimento sindical, Vasconcelos é o que podemos chamar de “novidade”.

Há décadas o Sinteal não consegue “emplacar” nenhum candidato apoiado pela entidade a algum cargo eletivo, pois todos eles obtiveram votação muito aquém do tamanho da estrutura e do tamanho da base do Sinteal.

Hoje a presidir o Sinpro-AL, Sindicato que até pouco tempo não significava nada no meio político, Eduardo Vasconcelos é figura constante na imprensa alagoana, pois imprime uma agenda positiva que também beneficia os professores da rede pública. Projetos de lei, campanhas de rua, denúncias, seminários e audiências públicas são algumas ações que parece ganharam a confiança dos docentes de Alagoas.

No mundo político alagoano, é considerado uma figura ampla, com ótimo trânsito na imprensa e aberto ao diálogo com qualquer matiz político-ideológico.

Para piorar a situação do Sinteal, Eduardo foi convocado por muitos professores, técnicos e administrativos da rede pública a organizar um movimento de oposição, nasce o Movimento Muda Sinteal, movimento que questiona a sua representatividade.

Fica claro que o fortalecimento de Eduardo Vasconcelos é proporcionalmente a derrocada do Sinteal.

Junto com Jairo Campos e Cláudia Petuba, Eduardo pode ser candidato a um cargo legislativo pelo PCdoB, isso aumenta mais ainda o martírio do Sinteal, pois Vasconcelos pode não só desalojar as “históricas” representantes da entidade, como trazer consigo a representatividade dos docentes nas urnas.


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