Boa Noite!, Domingo - 18 de Novembro de 2018

 

Silvânio Barbosa agonizou por quase quatro horas

Redação / 1:07 - 10/09/2018


Foto: Jessyka Soares

Foto: Jessyka Soares

A polícia Civil e a Perícia Oficial concederam uma entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (10), em que trouxeram detalhes sobre a ação do crime contra o vereador Silvânio Barbosa.

O delegado Fábio Costa informou que Silvânio foi morto com 26 golpes de faca por volta das 20h30 e que o parlamentar teria ficado agonizando até aproximadamente às 23h40. “Toda vez que o acusado saía do apartamento, Silvânio pedia socorro e o Henrique voltava para esperar que ele falecesse”.

Conforme o depoimento de Henrique, Silvânio fez alguns pedidos, como água, um travesseiro para colocar a cabeça e um ventilador. O acusado Henrique Matheus da Silva Sousa, de 18 anos, vai responder por latrocínio e será condenado de 20 a 30 anos.

De acordo com os peritos, Silvânio ainda ofereceu uma quantia no valor de dez mil reais para que Henrique fosse embora, garantindo esquecer o ocorrido.

A arma do crime não foi apreendida, porque segundo o autor, no momento em que ele estava se deslocando para Paraíba durante à noite, jogou dentro do matagal tanto a faca quanto a calça utilizadas na cena do crime, tornando  quase impossível a localização das provas.

Ainda de acordo com os peritos Wellington Melo e Victor Cavalcante, a versão contada pelo autor condiz com o que foi encontrado no apartamento. Henrique estava com a faca dentro do bolso do casaco quando Silvânio se aproximou dele, no quarto, enrolado em uma toalha e foi atingido com o primeiro golpe próximo a região do pescoço.  Henrique confessou ainda que chutou a vítima para que caísse da cama.

Estão trabalhando no caso cinco profissionais, que têm 20 dias para entregar o laudo pericial com a conclusão. A princípio, a investigação aponta que Henrique agiu sozinho e levou celulares, relógios, dinheiro e o carro da vítima.

Delegado Fábio Costa (Foto: Jessyka Soares)

Delegado Fábio Costa (Foto: Jessyka Soares)

A prisão

O delegado Fábio Costa, explicou durante a coletiva que a prisão de Henrique Matheus foi feita na Paraíba quando a polícia de Alagoas já estava no Estado.

Ainda segundo informações, a polícia de Alagoas fez contato com a Polícia civil da Paraíba e a Polícia Civil e Militar que foram até a casa do suspeito. “Eles foram de posse com a informação que passamos: endereço, dados, inclusive fotografia. Após uma entrevista rápida, ele tentou negar a princípio dizendo que tinha conseguido o carro no lava jato, mas a versão foi desmontada e confessou o crime”, ressaltou.


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