Reportagem - Deraldo Francisco

16 de outubro de 2015

Fotos por Eduardo Leite


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Embora lembre, o ditado popular não tem nada a ver com morte. Remete mais a outro adágio: “Quem disso usa disso cuida”. Além de cuidar, protege, garantindo assim o controle da posse do bem. Quem faz o seguro de um bem garante sua propriedade. Mesmo que algo indesejado ocorra, não haverá prejuízos financeiros. Os dados sobre roubos e furtos de veículos “avisam” ao proprietário sobre a necessidade de se fazer o seguro dele. Nesta reportagem, dois personagens bastante experientes vão contar um pouco de suas intimidades com o mundo dos seguros. O advogado e professor Breno Lins, de 82 anos, é o que se pode dizer de um homem precavido. Não espera por tempo ruim e, para isso, fez seguro de quase todos os seus bens. Sua relação com corretores de seguros tem mais de 40 anos. Alberto Ferreira Marinho, de 74 anos, é corretor de seguros e há 50 anos está em atividade. De tanto trabalhar no ramo, percebeu a necessidade de ter segurados os seus bens. Hoje, da sua vida, até o bem mais barato, tudo está segurado. Os dois – Breno e Alberto – estão [e são] bem vivos e concordam que “seguro morreu de velho”.



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“Nunca se sabe o dia de amanhã”, ensina cliente antigo de seguradoras
BrenoBreno Lins de Oliveira

Arquivo

O advogado e professor Breno Lins de Oliveira tem 82 anos e, há mais de 40 decidiu colocar seus bens móveis e imóveis no seguro. Ele festeja o fato de não ter precisado do seguro e garante que, mesmo sem ter usado o benefício, não perdeu a mania de deixar tudo segurado.

“É uma forma de se garantir a sua propriedade e evitar prejuízos no futuro que pode demorar ou ser breve. Tudo pode acontecer e a gente não pode nem deve ficar aguardando o resultado. Há que se preparar antes de ele [o resultado] chegar para evitar surpresas desagradáveis”, ensina.

Hoje, Breno Lins tem, no seguro, seu carro e o da esposa, o apartamento em que mora e ainda tem um seguro de vida. No prédio onde ele mora há um seguro coletivo para o prédio inteiro, todos os apartamentos.

“Mesmo sabendo da existência desse seguro coletivo, ainda fiz questão de colocar o apartamento onde moro no seguro. Nunca se sabe o dia de amanhã. E se, no prédio onde moro acontecer uma coisa grave só meu apartamento, o seguro coletivo cobre? Não sei. Na dúvida, optei em fazer o seguro individual”, disse. É por não saber desse “dia de amanhã” que Breno Lins decidiu, há mais de 40 anos, não desdenhar do risco. Ele diz que se o risco existe, deve-se procurar neutralizá-lo e, neste caso, só mesmo com o seguro. Breno Lins revela que, com a garantia do seguro, viaja, se diverte e vive mais tranquilo. Ou seja, seu bem móvel ou imóvel, será seu sem ou com a intervenção maldosa do homem.



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“Todo cuidado é pouco; cautela nunca é demais!”
  • Otávio Vieira Neto
    A reportagem fez uma entrevista modelo pingue-pongue (perguntas e respostas) com Otávio Vieira Neto sobre a expressão “seguro morreu de velho”, que se refere ao fato de o dono garantir uma propriedade sobre o tempo que quiser. Ele falou ainda sobre a importância das orientações do corretor de seguros na hora de oferecer os serviços para o cliente. Confira:


    Por que fazer o seguro do bem móvel/imóvel ou até mesmo a própria vida?

    Não existe uma maneira mais barata de manter nossas conquistas materiais, que não seja através de um seguro. No caso de bem móvel novo, com apenas de 3% a 4% do valor do bem você tem a garantia da reposição ou conserto. Além disso, se este bem causar qualquer dano a terceiros, tanto material como pessoal, haverá cobertura. Compõem também este seguro: serviço de assistência 24 horas que garante reboque para veículo no caso de evento coberto; panes mecânica e elétrica; táxi para os passageiros; serviço de traslado; retorno de acidentado; troca de pneus; pane seca [quando falta combustível], entre outros. Cobre também sem a necessidade de ter havido colisão, os para-brisas, faróis, lanternas e retrovisores. Além do carro reserva por, no mínimo, sete dias, em caso de evento coberto. Já no caso de bem imóvel, com apenas de 1% a 2%, cobre-se a maior investimento de uma pessoa, a sua casa, o seu empreendimento. Temos cobertura para um incêndio; queda de raio; explosão; desmoronamento; alagamento; impacto de veículo terrestre; queda de aeronave; lucros cessantes – despesas que a empresa ou a casa teria que ter apesar do ocorrido – tais como; luz, água, IPTU, salário de funcionários, pagamento fornecedor, duplicatas etc. Paga ainda o rescaldo – remoção dos escombros -, a construção do bem danificado. No seguro de vida as pessoas só se lembram da cobertura de morte. Mas se olharmos mais fundo, veremos que o seguro está para cobrir assistência médica e despesas hospitalares. Cobre também diárias de paralisação, nos casos dos profissionais liberais. Temos também o seguro que o cliente recebe em vida. Além disto, a indenização não sofre incidência de imposto de renda e nem entra em inventário. Ou seja, em apenas 30 dias a família terá a indenização disponível.

    Diz-se que a pessoa faz um seguro para não usar (ou não precisar). Esta expressão está correta?

    A indenização do seguro está sempre ligada à perda, o que traz um enorme desconforto. Então ao usar esta expressão, a pessoa está dizendo que, apesar de saber que o seu patrimônio, a sua saúde e sua família estão protegidos, não gostaria de passar por esta sensação de perda. Às vezes, a pessoa até tem o bem, quer fazer um seguro, mas acho muito caro. O que esta pessoa deve fazer? Conhecer a fundo o produto que quer adquirir e, para ter a melhor e imparcial orientação, procurar um corretor de seguros. Ele poderá, com o conhecimento de causa, realmente decidir.

    Na ponta do lápis, é muito caro mesmo fazer um seguro?

    Usarei uns exemplos de que um dono de automóvel está sujeito e seus custos. Começarei por um simples guincho, que seja necessário em viagem em que esteja a 200 km de sua cidade. O km está em torno de R$ 2,50 x 400 km (ida e volta do guincho) = R$ 1.000,00. Mas é a sua família como vai retornar, é necessário um táxi para levá-la, o que ficaria em torno de uns R$ 400,00 a R$ 500,00. Mas durante a viagem, o para-brisa desse carro foi danificado por uma pedra. Então, uma troca desta num carro popular custa em torno de R$ 700,00. Um seguro de um carro popular custa em média R$ 2.000,00, então se subtraírmos os custos com apenas os serviços adicionas, teria um total de R$ 2.200,00. Você ainda teria as coberturas de colisão, incêndio e roubo; cobertura para terceiros com danos materiais e pessoais; carro reserva por no mínimo sete dias; traslado de corpo; motorista substituto; viagem de familiar para acompanhar o segurado internado em hospital em viagem; retorno antecipado do segurado em caso de acidente – providência de meio de transporte apropriado para retorno, acompanhamento do paciente do hospital até o avião, e do avião até o hospital em seu local de residência.

    O cliente precisa tanto do bem quanto do seguro? É esta a relação?

    Vejamos, para se comprar o nosso primeiro carro novo levamos em torno de vinte e poucos anos e passamos mais uns três anos pagando. A nossa casa, uns 30 ou 40 anos, e passamos mais uns dez anos pagando. Só existe uma forma de se pagar pouco e garantir estes patrimônios: fazendo o seguro. Se você não tem dinheiro para pagar um seguro não adquira o bem, pois o risco de perder o patrimônio e ainda ter que continuar pagando o financiamento é enorme. Com o patrimônio você tem a satisfação da realização do sonho. Com o seguro você tem a certeza que este sonho não vai acabar!

    Fazer um seguro de vida é algo meio estranho. Veja, não se trata da garantia de um sepultamento pomposo, mas de deixar dinheiro para alguém, à sua morte. Como o corretor encara esse tipo de serviço?

    Imagine uma situação hipotética de um pai de família que veio a faltar com filhos pequenos e sua esposa não ganha o suficiente para manter a casa. Como esta mãe, além de ter que encarar a perda do marido, pai, provedor e amor de sua vida, se vê desprotegida, sem recursos para dar o mínimo a seus filhos? Qual o futuro desta família? Os filhos terão uma educação adequada, moradia, alimentação, qualidade de vida? O corretor se sente muito bem em saber que ao convencer aquele pai da importância do seguro, conseguiu mudar o destino das pessoas e, com isso, evitar que esta família fosse mais uma nas estatísticas dos desafortunados. Neste caso, o seguro de vida contempla também o funeral, neste caso.

    O senhor poderia discorrer sobre a frase: “seguro morreu de velho”?

    Significa que todo cuidado é pouco, que cautela nunca é demais. Que um homem que se precaver contra os possíveis acontecimentos, – que por acaso a maioria acha que só ocorre com os outros - terá durante sua passagem, uma vida mais tranquila, mais prazerosa, e que este estado de tranquilidade será estendido a toda a sua família.



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Delegados recomendam o seguro para veículos

Se depender da orientação da polícia, nenhum bem móvel deve sair da loja sem a garantia do seguro. O delegado Valdir Silva de Carvalho tem mais de 30 anos de serviços prestados na Polícia Civil, sendo dez deles só na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos. Experiência tem de sobra para dar orientações a quem deseja comprar um veículo. “Se você vai comprar um carro e não tem dinheiro para fazer o seguro, não compre. O seguro é a garantia de que aquele bem só sairá de sua posso quando você quiser”. Esta é a orientação dele, curta e objetiva.

E o exemplo vem de casa, na família dele. Na casa do delegado há cinco carros: o dele, o da esposa e um para cada filho (são três filhos). O seguro dos cinco carros custou pouco mais de R$ 12 mil. Juntos, os veículos valem cerca de R$ 200 mil. O carro do delegado é uma caminhonete modelo 2010, considerado antigo para o momento, mas está no seguro.

Há alguns anos, a esposa dele teve o carro tomado num assalto, na porta de casa no bairro da Jatiúca, em maceió. Dois homens armados renderam a esposa do delegado e tomaram-lhe o carro quando ela saía para o trabalho. “Na delegacia, a minha esposa prestou queixa a mim e eu presidi o inquérito. Que situação!”, comentou. “Felizmente, o carro dela era segurado. E se não fosse?”.

O delegado Rodrigo Colombelli, tem menos de um ano na Polícia Civil. Ele foi aprovado em concurso no ano passado. Ele é hoje titular da Roubos e Furtos de Veículos e de Cargas e faz a mesma recomendação quanto ao seguro de veículos. “O meu carro é segurado. É um dinheiro que devemos investir. Não sabemos quando vamos precisar do seguro”, disse o delegado. Ele explica que há formas de o proprietário de veículos dificultar a ação dos ladrões, mas não como neutralizar a ação criminosa em 100%.

“Colocar um alarme no carro, dispositivos que bloqueiam corrente elétrica ou o combustível inibe, mas não para o bandido. O ideal mesmo é fazer um seguro do seu veículo, rezar para que não aconteça com você o que você viu ou ouviu sobre este assunto no noticiário. E se acontecer, recomendo muita calma ao proprietário do veículo para evitar tragédias porque o bandido só vai para ganhar e, se ele sentir a menor possibilidade de reação da vítima, ele atira para matar”, orientou o delegado.

O depoimento dos dois delegados – um entrando na Polícia Civil e o outro saindo – revela que a necessidade de se fazer um seguro para garantir a propriedade de um bem, no caso, móvel, é pura e verdadeira. Não é modismo nem algo supérfluo. A orientação é dada por quem atua efetivamente no combate a Roubos e Furtos de Veículos. São pessoas que convivem diariamente com histórias reais de quem, em questão de minutos perdeu um bem que levou anos para comprar. Eles já viram muitos casos em que sonhos foram transformados em pesadelos.

RISCOS DE PERDER O CARRO EM ACIDENTES

As ações de bandos especializados em roubos e furtos de veículos representam grande preocupação para quem pretende adquirir um veículo. De tão altas as estatísticas envolvendo roubos e furtos de veículos, outras situações, como as que envolvem acidentes com “perda total”, por exemplo, são deixadas para segundo plano. Os acidentes com danos materiais aos veículos ou “perdas totais” também são garantidos pelos seguros, conforme deve ser informado pelo corretor de seguros e constar na apólice.



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Média em Alagoas é de quatro veículos roubados ou furtados por dia
  • Sobre o índice de roubos (assaltos) e furtos de veículos em geral, a reportagem trabalhou com os dados da Polícia Civil relativos ao primeiro semestre deste ano. Nestes seis primeiros meses de 2015, foram roubados ou furtados 670 veículos (entre carros de passeio, motocicletas e outros). Isso leva a uma média de quatro veículos levados pelos bandidos por dia. Ou, um a cada seis horas. São sete dias na semana, 30 dias no mês. Ou seja, o tempo é grande e “há espaço para todo mundo”.

    Ninguém está livre de ser a próxima vítima. Com a polícia dentro de casa, a esposa do delegado Valdir Carvalho não imaginaria nunca que poderia ser assaltada na porta de casa e que perderia seu carro nessa ação. Não se trata de neurose nem de sofrer por antecipação. Esses números praticamente “mandam um recado” para quem adquire um bem: faça o seguro urgentemente.

    O resultado dessas ações é o grande movimento de pessoas na porta da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e de Cargas, no Tabuleiro do Martins, todos os dias úteis.

    Em cada dois veículos roubados, só um é recuperado

    Mas, para quem ainda tem dúvida quanto aos riscos reais de se perder um bem na próxima esquina, há outros números que “reforçam o pedido”. No primeiro semestre deste ano, dos 670 veículos roubados ou furtados, 322 foram recuperados. Isso representa 48% do total. O que implica em dizer que, para cada dois veículos roubados ou furtados, só um foi recuperado. Para quem está nesta estatística, tanto pode ser dono do [veículo] que foi recuperado, quanto do [veículo] que não foi. Sem contar que, mesmo com a recuperação, ainda se têm prejuízos e transtornos.

    O Galpão Número 02, na Avenida Vereador Galba Novaes de Castro, antigos “armazéns de açúcar”, no Jardim Petrópolis, guarda centenas de veículos que foram tomados em assaltos ou furtados e recuperados depois. No entanto, essa recuperação se deve, basicamente, ao fato de os bandidos usarem o carro para o cometimento de outros crimes, como assaltos e assassinatos, por exemplo. Depois disso, eles deixam o veículo em qualquer lugar. Ainda há os casos em que quadrilhas querem apenas acessórios caros e de fácil comércio dos veículos, como rodas esportivas e aparelhos de som. Necessariamente, o número considerável de recuperação não se deve às ações da polícia, mas ao fato de os bandidos abandonarem os veículos. Recuperação com perseguição policial é quase zero em Alagoas.



Perdeu o veículo num furto ou roubo. E agora?

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  • As orientações para quem tem um veículo roubado ou furtado são as mesmas para quem tem e para quem não tem seguro. É claro que a garantia do ressarcimento tranquiliza a vítima de um evento criminoso desses. No outro caso, quem perdeu o bem além de se desesperar com o ocorrido, ainda terá uma grande dúvida quanto a como lidar, a partir do momento do acontecido, com as parcelas do veículo roubado, no caso de financiamentos.

    Em Alagoas, conforme dados da Polícia Civil, a cada seis horas uma pessoa está com um problema desses para resolver. Então, como proceder?

    Após ouvir especialistas, a reportagem orienta que, após uma situação dessas (roubo ou furto do veículo), a vítima deve dar os seguintes passos:

    Comunicar o fato à Polícia Militar através do telefone 190. Faz-se a ocorrência, fornecendo-se a placa do veículo e, imediatamente, via rádio, a PM informa a situação a todas as viaturas que estejam circulando na cidade naquele momento, principalmente nas imediações da ocorrência.


    Num prazo máximo de 24 horas, o proprietário do veículo deve providenciar o registro do Boletim de Ocorrência (B.O.) numa delegacia da Polícia Civil;


    Recorrer ao Sistema Alerta da Polícia Rodoviária Federal, através do link www.dprf.gov.br/PortalInternet/alerta.faces
    O registro de um Alerta também pode ser feito por telefone. Basta ligar para o número da PRF: 191.


    Caso o veículo esteja segurado, entrar em contato com o seu corretor ou com a sua seguradora; para isso, é necessário que a vítima já tenha feito o B.O. na delegacia. As seguradoras exigem cópias dos documentos do proprietário, do veículo e do Boletim de Ocorrência.


    Após as 72 horas, verificar na delegacia onde foi registrado o B.O. se os dados do seu veículo já estão no sistema Renavam.



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O poder de convencimento do corretor de seguros
  • Ailton Júnior

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    Para entender um pouco o caminho feito pelo corretor de seguros para o convencimento a um cliente de que há a necessidade de ele segurar o seu bem, a reportagem entrevistou um profissional da área. A abordagem é a mesma feita por um vendedor? Existe apelo ou convencimento? O papel do corretor é explicar o sentido das letrinhas miúdas que existem na Apólice? A reportagem ouviu o corretor de seguros Ailton Júnior, que também é diretor do Sincor/AL. Confira a entrevista:


    Qual o principal argumento para convencer o cliente da necessidade de segurar o seu bem?

    Na realidade não existe argumento para contratação de um seguro e sim visualizar as necessidades de os clientes em estarem protegidos. Geralmente, a maior preocupação seria a perda do bem ou patrimônio com isso a necessidade de se fazer um seguro.

    O corretor de seguros pode ser considerado um vendedor?

    Não vejo desta forma, pois na realidade o corretor de seguros é um consultor do cliente. Ele é um profissional registrado na Susep [Superintendência de Seguros Privados) que atua como representante do cliente frente à seguradora, garantindo que ambos cumpram com as obrigações estabelecidas na Apólice.

    As pessoas devem encarar a relação com o corretor de seguros da mesma forma que tem com o advogado, com o médico, com o dentista?

    Sim. O corretor de seguros é fundamental em todo o processo do seguro, pois é qualificado para orientar quais são as melhores coberturas e serviços disponíveis em cada uma das seguradoras.

    Há casos em que o cliente se esquece de renovar o seguro do seu bem. Quando isso acontece com um cliente seu, o que você faz?

    Quando o seguro é efetuado com um corretor de seguros o mesmo toma o cuidado de fazer todos os agendamentos de vencimentos de apólices, para que com antecedência avise ao cliente, no meu caso faço esse trabalho junto aos meu clientes.

    É assim mesmo: “seguro morreu de velho”?

    Sim. Temos que nos preocupar em estarmos sempre protegidos, pois não sabemos o que poderá nos acontecer. Mas também o que podemos causar aos outros que, por sua vez teve seus patrimônios destruídos ou danificados por nossa culpa.

    O mercado de seguros sente a crise econômica? A pergunta se concentra no fato de, com crise ou sem crise, os ladrões estão tomando quatro veículos por dia em Alagoas...

    No caso específico tratando-se de crise os seguros já fazem parte das prioridades das famílias brasileiras, tais como: seguro saúde, seguro residência, entre outros. Mas, outros ramos de seguros também são priorizados, devido que em momento de crise temos que estar mais protegidos. Não só os índices de roubos, mas, também de colisões, as oficinas estão lotadas de veículos sinistrados.

    Como o cliente pode identificar um corretor idôneo ou uma corretora de seguros idônea?

    O Sincor/AL está à disposição para qualquer esclarecimento junto à sociedade e o cliente deve sempre procurar um corretor de seguros habilitado com registro na SUSEP, devido que Seguro...só com corretor de seguros.

    COMO CONVENCER UMA PESSOA A FAZER O SEGURO

    A reportagem simulou uma situação em que o corretor de seguros deveria convencer o proprietário de um veículo modelo Tucson, ano 2012, que custou R$ 56 mil (financiado, com entrada mais parcelas) a fazer o seguro. O corretor de seguros que enfrentou o desafio foi Ailton Júnior. Para convencer o cliente da necessidade do seguro, ao invés de informar, ele preferiu a estratégia de perguntar. Mas não foram simples perguntas. Confira:

    Se você perder este veículo, terá condições de comprar outro com ele financiado?


    Nossa cidade está cheia de veículos importados rodando. Em alguns deles, só o farol tem o custo médio de até R$ 25 mil. Se você colidir num veículo desses terá condições de pagar os danos materiais e ainda pagar as parcelas do seu financiamento?


    Você sabe do índice de roubo e furto médio em nosso Estado?


    Você já ouviu falar na palavra "sinistro"? É a ocorrência de um dos riscos cobertos na apólice como por exemplo: incêndio, colisão, roubo e furto e é um acontecimento futuro, possível e incerto, em resumo pode acontecer a qualquer momento.



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Entrevista com Alberto Ferreira Marinho, diretor do Sincor

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