, Quarta-Feira - 19 de Setembro de 2018

 

Razões para “estudar lá fora” na perspectiva de uma estudante

Alyshia Gomes / 12:28 - 09/09/2018


Conversando com alguns jovens estudantes, ainda encontro um público considerável que insiste em limitar sua percepção sobre a importância de uma experiência internacional. Já falei sobre o tema aqui, mas achei que seria interessante retomá-lo e demonstrá-lo através do olhar de uma estudante.

 

viajarO convite foi feito a Nayra Miranda, minha ex-aluna de Direito que sempre apresentou características desejadas por recrutadores internacionais. Então, Nayra, por que estudar fora?

“A princípio, é muito mais cômodo permanecer na terra natal, desenvolver uma vida profissional na localidade em que estamos mais habituados e viajar ocasionalmente. Mas, nem todos os sonhos são iguais: a vontade de interligar o mundo através do conhecimento, aprofundar laços diplomáticos entre nações e promover a diversidade ainda são desejos admiráveis de muitos estudantes.

Para maioria das pessoas pouco versadas no assunto, estudar em outro país é privilégio. Para nós, nordestinos, é algo ainda mais inimaginável: é privilégio das regiões Sul e Sudeste, que são sede de algumas das universidades mais conceituadas da América Latina. O pensamento inicial é que um estudante nordestino pouco tenha a contribuir, não compete com estudantes de outras regiões e milhares de outros estereótipos. Te pergunto: todo mundo no mundo é igual?

De fato, estudar em outro país é um privilégio. Não porque o mundo acadêmico está de portas fechadas para nós, mas porque nem todo mundo tem a possibilidade de perceber a oportunidade certa, no momento certo. É também evidente que exige preparação, comprometimento e esforço da parte de quem quer competir por uma vaga: parafraseando o sociólogo Max Weber, não conseguimos possível se não tentarmos o que nos parece impossível.

A primeira realização que tive de que queria mesmo estudar em outro país foi, por mais incrível que pareça, me perceber no mundo. Quem sou eu, num mar de tantas pessoas? O que eu tenho de diferente?

A realidade em todos lugares do mundo é complexa e que nem todos os países serão iguais na recepção: ser mulher é diferente de ser homem, ser brasileira é diferente de ser chilena, ser alagoana é diferente de ser paulista. Descobrindo e definindo minha identidade várias portas foram abertas. Me deparei com fundações internacionais com bolsas só para mulheres (que ocorrem anualmente), como a americana AAUW International Fellowships; até o caso de universidades só para mulheres, como a Ewha Womans University na Coreia do Sul.

O estudante que almeja tornar internacional precisa perceber que o mundo é multicultural e que as universidades no exterior buscam a intensificação da multiculturalidade através da internacionalização dos seus cursos. O que te faz diferente dos outros candidatos também é fator para a sua aprovação numa instituição lá fora.”

E então, ficou motivado? Se você quiser participar da coluna “Estudar Lá Fora” com sugestões, dicas e perguntas, envie um e-mail para alyshiagomes.ri@gmail.com.

Até a próxima!!!!

 

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