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Professor da Ufal leva Química para inclusão em evento da SBQ

Assessoria da Ufal / 3:01 - 05/03/2018


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Professor Wilmo Ernesto, do Campus Arapiraca

Não é novidade que o ensino de química no ensino médio no Brasil tem lá seus obstáculos. Tida como matéria difícil, a química foi objeto do “ódio” do compositor Renato Russo ao resumir as preferências de adolescentes em idade escolar na música Química. O prejuízo socioeconômico de uma nação cuja população carece de conhecimentos científicos básicos é uma preocupação de especialistas em ensino de ciências. Um deles é o professor da Ufal Wilmo Ernesto Francisco Junior, que mostrará os resultados de suas pesquisas utilizando arte como uma ferramenta educacional, na 41ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química, em Foz do Iguaçu, de 21 a 24 de maio.

“O ser humano tem, além da capacidade de cognição, as dimensões de emoção e atitudes. Historicamente as escolas só levam em conta a cognição, o que é um erro. Então a arte pode ser utilizada como uma ferramenta para emocionar os alunos e despertar um estímulo de resposta, é um facilitador do processo de aprendizado”, explica Wilmo, que adquiriu experiência como professor em colégios e cursinhos pré-vestibular, antes de lecionar na graduação e no mestrado profissional, suas atuais ocupações.

“O professor Wilmo é um pesquisador jovem e já tem relevantes contribuições para a área de Ensino de Química no Brasil. Seus temas de pesquisa são sempre inclusivos, na tentativa de aliar a educação química com a inclusão social dos estudantes em todos os níveis de ensino”, declara o professor Márlon Soares (UFG), diretor da Divisão de Ensino de Química da SBQ. “Para o professor Wilmo, o conhecimento químico é um importante meio de inclusão social e de transformação do sujeito e da sociedade na qual ele vive”, completa

Segundo Márlon, outro aspecto de extrema importância é que o professor da Ufal desenvolve pesquisas relevantes para a área de ensino de química em estados do Brasil que não são considerados cenários do ensino de química. “Ele foi professor na Unir no estado de Rondônia e atualmente é professor do Campus Arapiraca, em Alagoas, instituições mais periféricas ao eixo sul-sudeste, com baixa inserção de pesquisadores e alunos em eventos do porte da SBQ, o que torna suas ações, falas e discursos mais relevantes ainda para o desenvolvimento da área em todo o Brasil.”


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