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Pesquisadores de Alagoas fazem colaboração com a Inglaterra

Agência Alagoas / 10:52 - 09/06/2018

Projetos selecionados são nas áreas de Antropologia, inteligência artificial e educação on-line


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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), o  Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e as UK Academies – The Royal Society, British Academy e The Academy of Medical Sciences – no contexto do Fundo Newton, divulgam o resultado da Chamada Confap – UK Academies. O edital vai trazer cientistas do Reino Unido ao Brasil para a realização de workshops, em colaboração com pesquisadores locais.

Das 48 propostas selecionadas, três são do estado de Alagoas, todas ligadas à Universidade Federal (Ufal). A doutora em Antropologia Silvia Martins irá colaborar com a Universidade de Manchester; os doutores em ciências da computação Diego Matos e Ranilson Paiva firmaram suas parcerias, respectivamente, com a Open University e a Universidade de Warwick.

Com apoio do Governo de Alagoas, por meio da Fapeal, esta chamada atende a uma necessidade específica dos cursos de pós-graduação locais: a internacionalização. Colaborações entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros é um dos critérios utilizados pelo Ministério da Educação no ranking que garante o funcionamento dos cursos de mestrado e doutorado no País, e influencia o repasse de recursos federais aos mesmos, através da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, a Capes.

Até 31 de julho, os interessados podem conferir chamada pública para intercâmbio científico na Itália, no site da Fapeal.

Propósito Educacional

Dos três projetos selecionados, dois estão voltados para o ensino à distância (EAD), com foco específico na necessidade dos educadores. Por exemplo, o professor Ranilson Paiva, do Instituto de Computação da Ufal, desenvolveu um projeto que vai empregar inteligência artificial (IA) e mineração de dados no auxílio aos professores de ciências médicas on-line.

Ele explica que desenvolveu sua ideia acompanhando os resultados das pesquisas mais atuais sobre o tema: “O objetivo é aplicar a IA em atividades que são mais propensas ao erro humano, como tarefas repetitivas, análises de dados em grande quantidade ou cálculos extensos”, comenta.

Em contrapartida, feito este trabalho, o propósito é repassar a informação processada ao ser humano, os professores, para que o seu papel no processo seja a tomada de decisão, pois, nesta hora, as aplicações experimentais de inteligência artificial não têm se demonstrado tão eficazes quanto se esperava, observa Ranilson.

De acordo com o Censo da Educação Superior de 2016, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, Inep, o ensino a distância (EAD) teve expansão de 7,2% no Brasil e este número tende a continuar crescendo.

 Acesso

O resultado completo, listando os 48 pesquisadores brasileiros e britânicos, e o título das colaborações, está disponível emhttp://www.fapeal.br/.


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