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Pernambuco celebra aniversário de Luiz Gonzaga com Encontro de Sanfoneiros

Da Redação com Diário de Pernambuco / 10:12 - 13/12/2016


Em homenagem ao aniversário de 104 anos do mestre Luiz Gonzaga, artistas pernambucanos promovem encontro nesta terça-feira (13), para relembrar a história musical do Rei do Baião, nascido no dia 13 de dezembro de 1912, em Exu, no Sertão pernambucano.

Foto: Irmo Celso/VEJA

Foto: Irmo Celso/VEJA

A celebração terá a presença de mais de 30 sanfoneiros de várias gerações, como Agostinho do Acordeon, Rominho, Caroline, Ceça Moreno, Arlindo Moita, Genildo do Acordeon, Thiago, Kinho, Severino dos Oito baixos e outros músicos de diferentes regiões do estado. A concentração está prevista para às 6h, com café da manhã. A entrada é gratuita.

Seguindo com a programação de homenagens, na quarta-feira (14) acontece a a 19ª edição do tradicional Encontro de Sanfoneiros do Recife, no Teatro de Santa Isabel, a partir das 20h. O objetivo do Encontro é divulgar a música popular regional e a sanfona tão festejada pelo Rei do Baião para várias gerações.

História 

Filho do sanfoneiro Januário José dos Santos, Luiz Gonzaga começou a se apresentar junto com o pai pelos forrós da região de Exu, Sertão de Pernambuco.

Aos 18 anos foi expulso de casa por tentar namorar a filha de um coronel da cidade, Raimundo Deolindo. Resolveu, então, sair da cidade e morar na Capital, para servir o Exército.

No Rio de Janeiro, onde resolveu ficar, começou a tocar nos bares, nas docas do porto e nas ruas. Até que, chegou à rádio, em 1941, e no programa de Ary Barroso foi aplaudido executando Vira e Mexe, com sabor regional, de sua autoria. O sucesso lhe valeu um contrato com a gravadora RCA Victor, pela qual lançou mais de 50 músicas instrumentais. Vira e mexe foi a primeira música que gravou em disco.

Gonzaga-de-Pai-pra-Filho

Em 2012, o filme de Breno Silveira Gonzaga, De Pai Pra Filho alcançou um milhão de espectadores em três semanas (foto: divulgação) 

Entre 1951 e 1952 o Colírio Moura Brasil celebrou um contrato de puro teor promocional com o cantor, então o maior nome de cultura de massa no Brasil, o que lhe rendeu excursão por todo o país, fato este registrado por Gilberto Gil.

Luiz Gonzaga sofreu de osteoporose por anos. Em 2 de agosto de 1989, morreu vítima de parada cardiorrespiratória no Hospital Santa Joana, na capital pernambucana. Foi velado em Juazeiro do Norte (a contragosto do filho Gonzaguinha, que pediu que o corpo fosse levado o mais rápido possível para Exu) e posteriormente sepultado em seu município natal.

Em 2012, o filme de Breno Silveira Gonzaga, De Pai Pra Filho, narrando a relação conturbada do Rei do Baião com o filho, em três semanas de exibição já alcançara a marca de um milhão de espectadores.


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