Paratletas: Eficiência e superação

/ 1:10 - 11/10/2017


Reportagem: Elzir de Souza – estagiário
Supervisão: Marcelo Alves – editor de Esportes

 

Superação é o estímulo que os atletas paralímpicos usam para suprir deficiências. E no esporte, há a oportunidade de desenvolver habilidades, bem como melhor qualidade de vida. Para estes atletas, a pratica esportiva mostra que na vida não limites para vencer.

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Foto: Elzir de Souza

Capoeira leva José Adelito a superar deficiência 

IMG_20171007_160918467_HDRO acidente que causou uma deficiência na perna direita, ainda quando era criança, levou ao educador físico e paratleta José Adelito de Lima Filho a buscar a superação de metas e limites. Atualmente, ele pratica esporte de rendimento. A capoeira foi a modalidade escolhida que o levou a ir além do seu limite.

“A capoeira é um dos esportes mais completos que existe, ela trabalha o corpo por completo, além de ser uma arte marcial é tem um coletivo, é preciso ter um conjunto para poder se desenvolver, não é apenas o jogo, tem que ter a instrumentação, o canto, a harmonia dos toques, então ela é uma forma de esporte que é bem atrativa para desenvolvimento da criança e do adulto”, disse José Adelito.

O tempo está sendo o seu maior desafio. Desde 2002, ele concilia o trabalho com os treinamentos e vê no esporte uma forma de melhor qualidade de vida. “A maior complicação é conseguir tempo para treinar, então deixar o lazer passa a ser a solução do problema, geralmente o professor utiliza o horário de almoço para treinar na busca por um melhor rendimento”, disse José Adelito.

CRIANÇAS – Treinamento para paratletas é aplicado conforme a metodologia perspectiva de superação. Essa técnica é aplicada pelo educador físico Josias Lino dos Santos. Além de treinar paratletas ele usa o restante de seu tempo para dar aulas de prática esportiva para crianças que não possuem deficiência. Josias dos Santos faz um tipo de trabalho de base. O treinador ensina a prática de esportes para crianças e adolescentes, dos 9 aos 15 anos.

 

Para evitar sedentarismo, deficiente físico vira campeão na natação

Um acidente de trânsito. Luis André Cavalcante perde a perna e o braço do lado esquerdo do corpo quando pilotava sua motocicleta. Foram-se os membros. A força e esperança ficaram. Na deficiência, Luis André encontrou na prática da natação a força para superar os seus limites. A ideia de praticar esporte surgiu do medo de ficar sedentário.

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Foto: Elzir de Souza

Em 2013, Luis André iniciou no esporte na Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (ADEFAL), e com a orientação do professor Diego Calado migrou para a natação. Da luta contra o sedentarismo para competições de alto nível. Ele disputou competições Fortaleza e Salvador. Já possui uma coleção de bons resultados. Foi terceiro lugar competindo com pessoas que não tem deficiências na maratona aquática do estado de Alagoas e no ano seguinte sendo o campeão da mesma maratona em sua categoria.

“O esporte é tudo, é disciplina, é você ter outra visão, passa ser uma pessoa organizada, acordar cedo e controlar a alimentação, tem que ter muita disciplina principalmente no esporte de rendimento, sem isso não tem resultado”, disse Luis André.

Triatleta supera deficiência e falta de apoio para representar o País

Destaque mundial, o triatleta baiano Leonardo Curvelo que teve seu braço esquerdo amputado após um acidente de trânsito quando pilotava sua moto, visa ao Jogos Paralímpicos que acontecerão em Tóquio, em 2020. Para isso, ele treina durante toda a semana. São oito horas de treinamento a cada dia. Ele representou o estado no Ironman 70.3 sem apoio de entidades públicas ou privadas e provou que não há impossível na sua vida.

 

“Deficiência nada mais é o que as pessoas têm dentro da cabeça, porque eu posso provar que através da superação, quando queremos fazer as coisas sempre conseguimos, basta querer muito e trabalhar”, disse Leonardo Curvelo.

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