, Domingo - 22 de Julho de 2018

 

Paralisação do Porto de Maceió gera prejuízo de US$ 100 mil dólares/dia

Redação com assessoria / 5:16 - 27/04/2016

Administração também alerta que bloqueio pode afetar distribuição de combustível para postos na cidade


Apesar de o Tribunal de Justiça ter determinado a suspensão da greve, o bloqueio o acesso do Porto de Maceió, mantido pelos agentes e escrivães da Polícia Civil em greve desde a manhã de terça-feira (26), já rendeu um prejuízo de aproximadamente US$ 100 mil dólares (ou aproximadamente R$ 352 mil) somente em relação à carga de combustíveis que chega todos os dias, de acordo com a administração local.

Outra dificuldade gerada pelo bloqueio é uma possível falta de combustível na capital alagoana, uma vez que a importação de combustível e a sua eventual revenda para os postos que abastece grande parte de Maceió poderá ter dificuldades, segundo o administrador substituto do Porto de Maceió, Roberto Leoni da Costa,

“O transporte do combustível é a segunda maior receita do Porto, que rende cerca de R$ 27 milhões ao ano. Ou seja, cada navio deste atracado aqui custa US$ 20 mil dólares ao dia mesmo sem atividade”, diz o administrador.

“O prejuízo aqui é incalculável, aqui se torno palco para todo tipo de movimento paredista. Estou hoje refém desta situação que impede que o fluido de produção tenha segmento. O prejuízo é incalculável e, em primeiro lugar, é a imagem ruim do Estado aqui e fora”, diz o administrador

Ainda segundo o administrador, empresas alemãs que chegaram recentemente ao Porto sofrem com essa dificuldade no deslocamento dos produtos para as rotas de destino.

Paralisação continua

Nesse segundo dia de manifestação em frente ao Porto de Maceió, os policiais civis continuam mobilizados e impedindo a entrada de caminhões de carga. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Josimar Melo, a paralisação continua visto que o governo não sinalizou ainda nenhuma negociação.

Se a greve não for suspensa, o TJ determinou multas diárias de R$5 mil.

Veja a nota do Sindicato dos Combustíveis:

O protesto que já dura quase 24 horas na entrada do Porto de Maceió, impedindo a entrada e saída de caminhões, gera grande preocupação nos postos de combustíveis do Estado.

O bloqueio realizado por integrantes do movimento grevista da Polícia Civil pode vir a afetar diversas regiões de Alagoas, devido ao atraso na entrega dos combustíveis, provocado pela impossibilidade de carregamento dos caminhões, assim como a saída dos caminhões-tanque com os produtos.

O Sindicombustíveis-AL alerta que se permanecer por mais tempo, o bloqueio do porto pode gerar caos no Estado, prejudicando inclusive viaturas e veículos oficiais, tais como ambulâncias, polícia e corpo de bombeiros, entre outros serviços públicos e também hospitais, que podem ser paralisados por falta de combustível em seus geradores.

 


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