Boa Tarde!, Quinta-Feira - 15 de Novembro de 2018

 

Orquestra Filarmônica de Alagoas: Emoção do erudito ao rock

Jessyka Soares - Estagiária / 9:15 - 24/12/2017


Foto - Adalberto Fárias

Foto – Adalberto Fárias

Uma batuta na mão do maestro Luiz Martins, 45 músicos e 16 tipos de instrumentos, unidos e comprometidos com a boa música, mais uma bagagem cheia de releituras de obras bastante conhecidas pelo público.  São esses os ingredientes que têm levado um repertório original, diversificado e de muita qualidade para os ouvidos dos alagoanos.

No ano em que o Estado de Alagoas completou os seus 200 anos, ganhou de presente uma Orquestra Filarmônica. A ideia partiu de um grupo de amigos músicos que resolveu se organizar e formar uma cooperativa, com a intenção de gerar mais oportunidades para que os musicistas locais pudessem ter aonde tocar. Essa união permitiu mais flexibilidade para a captação de recursos, uma chance maior para participar de editais e manter uma programação de ensaios e concertos, proporcionando, assim, mais momentos de cultura para o público e um padrão mínimo de estrutura para a manutenção da orquestra.

“A gente precisa levar essa orquestra para todos os cantos do Estado, porque a orquestra surgiu com essa função. No aniversário de 200 anos de Alagoas é um presente para todo o povo alagoano. Essa orquestra é do povo de Alagoas”, declara o diretor executivo da orquestra, Thiago Amaral.

Em seu pouco tempo de vida, a Orquestra Filarmônica já participou da Virada Cultural dos 200 Anos, de apresentações individuais no interior – inclusive dentro de igrejas, em Arapiraca – e também em eventos, com o “Concerto para a Primavera”, organizados pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL), indo para o município de Penedo – região do São Francisco, Piranhas – sertão alagoano; e em Murici – localizado na zona da mata.

Além das apresentações individuais, a Orquestra aproveita bem as parcerias para atingir um público cada vez maior. A turnê de estreia aconteceu em julho e agosto, nas cidades de Arapiraca e Maceió, e contou com a participação especial de oito artistas: Wilbert Fialho, Giuliano Gomes, João Paulo, Alessandro Aru, Tiago Godói e a cantora e compositora portuguesa, Irina Costa.

Reprodução: Facebook

Reprodução: Facebook

Em novembro deste ano, mês de aniversário dos 107 anos do Teatro Deodoro, fizeram parceria com o famoso Duofel para o “The Beatles: o Concerto”, um concerto inédito em homenagem aos garotos de Liverpool e que ficou marcado no cenário musical de Alagoas.

Para 2018, já confirmaram 10 atas (ou datas) no Teatro Deodoro para apresentar música clássica no projeto “O Teatro é o Maior Barato”, com preços populares e acessíveis. É mais um passo na formação de público que os músicos tanto almejavam.

Afinal, já dizia Steve Jobs, as pessoas não sabem que precisam de alguma coisa até você mostrar para elas. A Orquestra Filarmônica de Alagoas parece estar seguindo esse preceito, criando oportunidades de apresentação e fomentando a música clássica entre os alagoanos.

 

Algumas das músicas tocadas nos concertos da OFAL

Música de todos os estilos

 O grande diferencial dos concertos da Orquestra Filarmônica de Alagoas (OFAL) é a diversidade do repertório, que é escolhido a dedo por um conselho artístico, passeando por músicas eruditas, forró, baião, composições regionais e até os clássicos do rock’n’roll. Além disso, adotam um estilo descontraído, bem-humorado e interativo dos músicos com o público, proporcionando a quem confere de perto uma enxurrada de boa música e muitos sorrisos.

“A gente flerta com rock, com música portuguesa. A grande missão da música é essa, de unir os polos, por isso a gente não entende mais que a orquestra só toca música para orquestra. Cada um é um universo diferente, por isso que a gente acaba trazendo essas influências”, conta o maestro Luiz Martins.

Já no clima das festas de fim de ano, a orquestra presentou o público de Maceió e Arapiraca com concertos especiais, incluindo músicas natalinas. O repertório foi de “Ave Maria” e “Jesus a alegria dos homens”, de Johann Sebastian Bach; “Fanfarra para um homem comum”, de Aaron Copland; “Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky; e como não poderia faltar homenagem, tocou “Natal Nordestino”, do músico alagoano Eliezer Setton.

Foto - Lula Castelo Branco

Foto – Lula Castelo Branco

Os músicos

Compõem a orquestra desde músicos com anos de estrada, como o violoncelista José da Rocha e o consagrado baixista Felix Baigon, até profissionais mais novos – porém não menos experientes. As faixas etárias são as mais diversas, cada um dando sua contribuição e seu talento à Orquestra Filarmônica.

E se você espera encontrar em cima do palco um padrão “clássico”, não se engane, a OFAL tem a “figura clássica” do músico mais sério, com barba alinhada e cabelos bem penteados, mas também tem muita gente alternativa, de cabelo azul e muito black power.

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Confira abaixo a lista técnica completa da Orquestra Filarmônica de Alagoas

Regência: maestro Luiz Martins

Primeiros violinos: Thiago Herculano (spalla), Junior Oliveira, Davi Coimbra, Isabele Rocha, Edson Gomes, John Santos e Ítalo Tavares;

Segundos violinos: Jamerson Melo, Brunno Cavalcante, Raphaella Constant, Karina Brandão, Claudineide Pereira e Evily Kayse;

Viola: Olívio Fernandes, Sóstenes Paes, Walison Anizio e Magno dos Santos;

Violoncelo: Tavares Neto, Bruno Lima, José Rocha Batista, Felipe Brandão e Lenivaldo Carvalho;

Contrabaixo: Jairo Rocha, Thiago de Melo Amaral e Felix Baigon;

Harpa: Isabele Carvalho;

Madeiras: Chaleidesa Queiroz (Flauta Transversal), Fábio Valeriano (Flauta Transversal), André Tokura (Oboé), Ricardo Resende (Oboé), Santiago Vitorino (Clarinete), Claudio Gouveia (Clarinete), Geaze dos Santos (Fagote) e Ythallo Pereira (Fagote);

Metais: Elias Pereira (Trompa), Eliseu Santos (Trompa), José Fábio (Trompa), Enife Costa (Trompete), Moisés Barbosa (Trompete), Alexandre Karoba (Trombone) e Anderson Tiago (Trombone);

Percussão: Augusto Moralez, Maglione Santos e Elias Antônio

Assista ao vídeo de estreia da Orquestra Filârmonica:


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