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Operação termina com um morto e quatro presos em Rio Largo

Deraldo Francisco / 3:38 - 22/09/2015

Investigações da polícia chegaram a quadrilha especializada em assaltos a taxistas; ação apreendeu armas, drogas e material para dinamite


por Deraldo Francisco

  22EL Coletiva Deic 25Numa coletiva de imprensa confusa e com quase duas horas de atraso, a Diretoria Especial de Investigações e Capturas (Deic) colocou no mesmo quadro pessoas acusadas de envolvimento em crimes diferentes. A entrevista aconteceu na sede da Deic, no bairro de Santa Amélia.

As mulheres Eliane Monteiro da Silva e Viviane da Silva Oliveira moram no Conjunto Edson Novaes, em Rio Largo, e seriam integrantes de uma quadrilha que atacava taxistas.

Conforme o delegado João Marcelo, investigavam-se as ações de uma quadrilha especializada em assaltos a taxistas. Segundo ele, o número deste tipo de crime cresceu na cidade nos últimos dias.  As investigações apontavam que o bando morava no Conjunto Edson Novaes, na periferia de Rio Largo.

Com uma autorização judicial, os policiais foram à casa de Robson José da Silva, de 31 anos, e, quando deram voz de prisão, ele teria reagido a tiros contra a polícia. O fato aconteceu dentro da casa do acusado. Ele morreu. Nenhum policial ficou ferido.

Na casa dele, foi apreendido um revólver calibre 38, cano longo e alguns pacotes de maconha, crack e cocaína. A esposa de Robson José, Eliane Monteiro foi presa sob a acusação de envolvimento com gangue que assaltava taxista.

Na apresentação à imprensa, a polícia mostrou o revólver que teria sido usado por Robson José na “troca de tiros”. A arma estava sem nenhum isolamento, o que prejudica a realização de perícia. Até profissionais da imprensa tocaram na arma para deixá-la num melhor ângulo para as imagens.

O delegado João Marcelo contou que Eliane e a amiga, Viviane da Silva, atraíam os taxistas para os assaltos. “Eles contratavam a corrida em Maceió e levavam o taxista para Rio Largo. No Conjunto Edson Novaes, o Robson abordava o taxista e anunciava o assalto. Eles saíam com o veículo para praticar assaltos, enquanto a vítima ficava em cárcere privado numa casa no conjunto. Um garoto integrava o bando e era quem vigiava o cativeiro”, contou o delegado. “Uma das vítimas contou que esse garoto é altamente periculoso”, comentou o delegado.

PRISÃO NO FÓRUM

Quem também foi preso nessa “operação” foi Edvaldo da Conceição. Ele precisou ir ao Fórum de Rio Largo para se informar sobre um documento e foi surpreendido com a voz de prisão dada pelos policiais militares do fórum. Havia contra ele um mandado de prisão em aberto. Nem ele lembrava, imagina a polícia. À imprensa, Edvaldo contou que não se lembra do crime que cometeu e que não sabia da existência de um mandado de prisão contra ele. “Se soubesse disso não ia ao fórum”, comentou.

SEM-TERRA “DETONADOR”

Outro preso nessa investida “a varejo” da polícia em Rio Largo foi Alexandro da Silva, de 36 anos. Na casa dele, a polícia encontrou 42 pacotes de “emulsão explosiva”, artefato usado na produção de dinamite. As suspeitas são de que ele integra uma quadrilha que ataca caixas eletrônicos. Ele nega o crime, afirmando que comprou o material de um homem que desativou a pedreira em que trabalhava.

“Comprei esse material porque uso na produção de dinamite para explodir rochas na minha pedreira. Não sou bandido. Tive uma passagem pela polícia, mas paguei pelo meu erro. Esse material não é de quadrilha nenhuma. Se a polícia investigasse direitinho ia ver que não sou assaltante”, disse Alexandro. Ele integra um movimento social sem-terra.

NUM BALAIO SÓ

Todas foram presas numa “operação” comandada pelos delegados João Marcelo e Bruno Emílio, 24º e 22º Distritos de Polícia, em Rio Largo, e colocadas num balaio só. Policiais do 8º Batalhão, da Radiopatrulha e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) também participaram da operação.


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