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OAB exige esclarecimentos: “PM está sem controle”

Láyra Santa Rosa / 5:03 - 04/04/2016

Conseg manda afastar PMs envolvidos no “confronto armado” com irmãos deficientes no Village


IRMÃOSTrês vidas, uma guarnição, uma suposta troca de tiros, e uma semana de muitas especulações e investigações. Esses são alguns dos pontos que marcaram os dias, após a morte dos irmãos Josenildo Ferreira Aleixo e Josivaldo Ferreira Aleixo, de 16 e 18 anos, respectivamente, e do pedreiro Reinaldo Ferreira da Silva, 46. Os três foram mortos no Village Campestre, na sexta-feira, 25 de março, por uma guarnição do 5º Batalhão. Dois policiais teriam sido feridos a tiros, sendo “um no braço e outro num dedo mínimo”.

 

De um lado, as famílias afirmam que houve execução. Os garotos eram portadores de necessidades especiais e acompanhados diariamente pela Pestallozzi. O pedreiro era trabalhador e teria assistido à abordagem atrapalhada e, por isso, foi morto. Queima de arquivo? Os policiais militares afirmam que estavam em busca de armas e que os adolescentes teriam reagido à abordagem. Já Reinaldo teria sido atingido por uma bala perdida na “intensa troca de tiros”.

As respostas para esse caso estão sendo buscadas pela Polícia Civil, com três delegados na investigação. A comissão é composta pela delegada Teíla Rocha como presidente do inquérito, e pelos delegados Antônio Henrique e Rebecca Cordeiro. Eles são da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Este triplo homicídio reacendeu uma discussão importante, que leva ao embate sobre o preparo dos militares que estão nas ruas e se transformou no primeiro grandeproblema que o novo secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior, tem para resolver. Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas, em 2015, ocorreram 111 mortes em confrontos policiais, algumas delas contestadas por familiares, que garantem: houve erro da polícia.

Ainda diante deste caso, o Conselho Estadual de Segurança Pública de Alagoas (Conseg), decidiu por unanimidade, solicitar que o Comando Geral Polícia Militar afaste, de imediato, das atividades operacionais os militares envolvidos na ação policial. O pedido será acatado pelo comandante do 5⁰ Batalhão, coronel Carlos Amorim, assim que os policiais voltarem da licença médica.

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