O gol

/ 1:48 - 23/10/2017


Elzir de Souza – estagiário

 

“É uma emoção muito grande”, diz regatiano sobre o gol

Torcedor do CRB desde criança, Cleverson Douglas Correia da Silva, de 22 anos, acompanha o Galo há quase duas décadas. O primeiro jogo que ele assistiu no Rei Pelé foi em 2004. Na ocasião, duelavam CRB x Corinthians Alagoano em partida válida pela final do Primeiro Turno do campeonato alagoano. A grande emoção dele foi presenciar o gol do Regatas. “É uma emoção muito grande estar no Rei Pelé e ver a um gol do CRB. Ver aquela torcida explodir de felicidade e olhar nos rostos das pessoas e sentir a emoção de cada um em presenciar mais uma vitória” , disse Cleverson Douglas.

Acompanhar uma vitória do clube de coração faz qualquer torcedor se sentir criança com tanta felicidade. Mas durante uma partida nem tudo são alegrias, principalmente quando o seu time sofre um gol. “Quando o CRB sofre um gol é uma mistura de sentimentos: tristeza e raiva. A torcida fica logo triste, principalmente quando é um jogo decisivo, então doe é ruim o CRB sofrendo um gol”, destacou Cleverson Douglas.

Cada torcedor tem um modo diferente de acompanhar seus times, seja pelo rádio, TV ou mesmo no estádio. O rádio traz muita emoção, com a ajuda dos narradores que conseguem trazer a emoção de dentro do estádio. Mas nada se compara ao vivenciar a emoção e calor da torcida é o que descreve Cleverson Douglas. “Eu não consigo acompanhar o jogo pelo rádio, prefiro saber depois, prefiro ir ao estádio estar sempre com o Galo”, afirmou.

 

Para azulino, ver de dentro do estádio a rede balançar é incomparável

Dentre os milhares de torcedores do CSA, está o taxista Cesar de Souza Silva de 48 anos. Ele acompanha o Azulão há mais de quatro décadas. Cesar de Souza conhecido como Obscuro, lembra que foi ao Rei Pelé com seis 6 anos. ” Eu fui acompanhado do meu pai Damião José da Silva o levou pela primeira vez ao jogo do azulão. O primeiro encontro e único amor. Foi amor a primeira vista”, disse Cesar de Souza. O azulino contou que a partir desse dia nunca mediu esforços. para acompanhar o time azulino. Sempre buscou um jeito de está perto do time de coração. “Quando meu pai deixou ir ao estádio, eu continuei indo. Quando não tinha dinheiro eu maiava, ia vender flau lá dentro, mas sempre estive lá com o CSA”, citou Cesar de Souza

Cesar torcedor CSA

Acompanhar o time de coração, seja por imagens de tevê ao sons das emissoras ou ao vivo dentro do estádio tem um significado diferente. “Pela TV falta emoção, mas possibilita discussões através dos replays, pelo rádio o torcedor vibra e utiliza a imaginação para produzir emoções, mas nada se compara a está dentro do estádio presenciando todos lances”, disse Cesar de Souza.

Acompanhar as jogadas que resultam no gol emocionam a qualquer torcedor, no entanto o sentimento de sofrer um gol não é nada agradável é o que fala Cesar “O sentimento de sofrer um gol é triste, principalmente quando é no final do jogo, quando você está na expectativa que vai vencer e vai toma um gol, isso é um balde de água fria”, destacou.

Emaxwell diz que sensação é inexplicável

Emaxwell Souza de Lima de 22 anos descobriu o talento para jogador no futsal, gostando de driblar e partir para cima dos adversários com a bola dominada. O garoto surgiu como atacante nas categorias de base do Clube de Regatas Brasil (CRB), e declara como um jogador descobre em qual posição atuar dentro do futebol “Os garotos passam pelo futsal e futebol de areia, mas quando vão para o futebol de campo que conseguem se identificar”, destacou o atleta.

emaxwellEmaxwell não esconde a paixão como torcedor pelo CRB, desde criança acompanha os jogos do clube pela arquibancada e fala da emoção jogar pelo clube que torce “Sempre tive um sonho de jogar pelo CRB, realizei sonho de se tornar profissional lá, e fazer um gol pelo clube”. O atleta afirma que todo jogador tem um clube de criança e que sonha em ajudá-lo e com ele não é diferente “Eu sempre sonhei em vestir a camisa do CRB, ajuda-o nas competições e da alegria à torcida regatiana, porque eu já tive do lado da torcida e é sempre muito bom”, concluiu.

Jogando pelo CRB no Campeonato alagoano de 2015, na partida contra o Centro Esportivo Olhodaguense que Emaxwell marcou o primeiro gol da sua carreira em pleno o estádio Rei Pelé, o jogador não esconde a emoção de fazer o primeiro “É uma sensação única, especial e inexplicável, porque todo garoto sonha em ser jogador profissional e sonha com o momento do primeiro gol. Comigo não foi diferente, Deus me abençoou e isso aconteceu, e até hoje não escondo a cena”.

Narrador explica a diferença entre gol e golaço

No rádio desde 1998, Luciano Barbosa descobriu o talento para narração desde a época do Super Nintendo, quando jogava, com colegas, partidas do Super Star Soccer e narrava ao mesmo tempo, em um fliperama em Coruripe. O narrador esportivo precisa empregar emoção, analisar e contar a história do jogo com detalhes, narrar no rádio é exatamente levar o torcedor ouvinte a se imaginar à beira do gramado. “Tudo bem que a televisão está, hoje, em quase todos os jogos, mas devemos no rádio detalhar o cenário para que o ouvinte veja através da audição”.

Foto Luciano Barbosa

Luciano destaca os métodos utilizados para transmitir com emoção uma partida de futebol “A emoção de narrar um gol vai da imparcialidade. Se o jogo é local, para torcedores locais, peso igual na emoção do grito de gol. Se for time local contra não locais, tende a se puxar mais para aquele, cuja torcida está te dando à audiência. Contudo, usar a imparcialidade te dá mais propriedade e originalidade. Por isso, emoção sempre”.

Alguns narradores usam o coração e até mesmo vestem a camisa de um time durante uma partida “Patriotismo existe no caso em que a seleção do seu país está em campo ou quando o time do estado da sua emissora está disputando o jogo”, afirma o narrador.

Utilizando o bordão “Revelando emoções”, Luciano Barbosa explica como surgiu a ideia “O bordão surgiu exatamente com a ideia de detalhar o cenário e levar aos ouvintes o que o esporte representa: a emoção. E é isso que deve ser revelado, a paixão, o fervor, a alegria, a tristeza, a concretização do sonho, a decepção de uma derrota, a ebulição de um campeão”.

Por fim o locutor descreve a diferença de gol e golaço, “O golaço é aquele que se sobressai em relação aos tidos como corriqueiros. É aquele que emprega destreza, beleza, raça, força, estilo e que surpreende até o autor da obra. É basicamente a execução perfeita do inesperado” concluiu Luciano.

Goleiro Mota diz que defende pênalti com a sensação de marcar um gol  

Dentro de campo, um dos personagens mais atuantes são os goleiros, função que exige do profissional extremo cuidado, reflexo e atenção. É o único atleta dentro das quatro linhas que não são admitidos erros, pois podem ser fatais desestruturando toda a equipe. Conhecido como vilões, por proporcionar irritações nos adversários em evitar os gols.goleiro Mota

O baiano de 32 anos Willis Mota Moreira, revela que para torna-se goleiro precisou de muito treinamento, e que era bom jogando em posição outra posição “Na verdade eu era bom é na linha, mas estourei a idade e acabei indo para o gol, acabei crescendo treinando com ajuda do treinador Zeu na escolinha do ABC, ai fui pegando o jeito e acabei sendo goleiro”, afirmou.

Alguns lances exigem muito dos goleiros, os chutes nos cantos, as bolas cruzadas na área e os pênaltis são os momentos mais vividos pelos goleiros. Mota nunca fez um gol na carreira, mas compara as emoções de marcar um gol a de defender um pênalti “Defender um pênalti é a sensação de fazer um gol, uma grande defesa durante o jogo não, treinamos para isso, mas uma defesa de pênalti é a mesma sensação de fazer um gol”, destacou o goleiro.


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