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Nova ministra do Trabalho, Cristiane Brasil “resgata nome da família”

Redação com agências / 10:24 - 04/01/2018

Roberto Jefferson chorou ao anunciar o nome da filha, também envolvida em escândalos e caixa 2


Após reunião com o presidente do PTB e delator do mensalão Roberto Jefferson, o presidente Michel Temer (PMDB) bateu o martelo: a nova ministra do Trabalho será Cristiane Brasil (PTB-RJ), filha do próprio Jefferson e deputada federal desde 2015.

Com 44 anos, Cristiane é advogada e já foi vereadora no Rio de Janeiro por três mandatos. Votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT) e pelo arquivamento das denúncias contra Temer nas duas ocasiões em que o assunto foi debatido pelo Legislativo. Além disso, votou de maneira favorável à reforma trabalhista e à PEC do Teto.

Cristiane também é autora de um projeto de lei polêmico. Ela tentou regulamentar a roupa dos frequentadores do Congresso e o tamanho dos decotes utilizados, mas a iniciativa não vingou.

Os delatores da Odebrecht acusam a deputada federal de ter recebido R$ 200 mil como caixa dois durante seu período como vereadora, o que ela nega.

Jefferson, ao sair do Palácio do Jaburu, onde acertou a indicação com o presidente Michel Temer, disse que o nome de Cristiane Brasil não foi exatamente uma indicação sua, mas surgiu durante a reunião.

“O nome dela surgiu. Não foi uma indicação. Nós estávamos conversando, eu, o presidente Temer e o ministro [Eliseu] Padilha e surgiu o nome da deputada Cristiane Brasil”, disse ele. “Nós fizemos uma ligação para o líer [da bancada do PTB], Jovair [Arantes], que anuiu imediatamente com a indicação do nome dela”, afirmou Roberto Jeferson.

Quando anunciou a nomeação de sua filha, Roberto Jefferson chorou e afirmou tratar-se de um “resgate da família” após o mensalão. Em 2005, ele foi o pivô do escândalo que atingiu o então presidente Lula (PT) ao denunciar a compra de deputados federais. Chegou a ser preso, teve o mandato cassado, mas está no regime aberto desde 2015.

Segundo Jefferson, ao ligar para a filha e falar sobre a possibilidade de assumir o ministério, ela afirmou: “pai, eu aceito”.

 


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