, Domingo - 27 de Maio de 2018

 

Mais um desempregado usa faixa para pedir emprego na Fernandes Lima

Erika Messias - Estagiária / 12:55 - 04/10/2017

Jovem está sem trabalhar a dois anos e utilizar faixa como pedido foi sua única solução


Com as altas taxas de desemprego devido a atual crise econômica do país, está se tornado cada vez comum encontrar pessoas utilizando faixas com pedidos de emprego nas principais avenidas de Maceió. A Avenida Fernandes Lima virou palco principal dos desempregados alagoanos, e é durante um sol a pino que esses trabalhadores pedem uma oportunidade para poder conseguir um sustento e melhores condições de vida.

José Hélio da Silva, de 24 anos, está com sua faixa desde segunda-feira (02) mostrando que seu único intuito é voltar a trabalhar.

“Eu não tenho a ajuda de ninguém. Tenho vários cursos, mas estou desempregado. Estou preparado para qualquer coisa que aparecer não tenho escolha. Eu quero somente trabalhar”, fala.

Nascido no povoado Santa Efigênia, no município de Cajueiro, o rapaz era cortador de cana desde os oito anos de idade, mas aos 17 anos foi morar com a mãe em Cuiabá, Mato Grosso, e lá começou a trabalhar como vigilante. Porém, passados quatro anos, seu pai pediu para vir morar com ele em Maceió, pois disse que sentia falta do filho e queria poder ter uma convivência paterna.

IMG_8808

José Hélio continua com sua faixa desde de segunda-feira (Foto: Cacá Santiago)

“Meu pai é separado da minha mãe, então eu deixei meu emprego e vim morar com ele. Arrumei um trabalho em uma empresa de construção civil aqui, mas a empresa ficou sem me pagar durante três meses, então fiquei desempregado. Depois disso, meu pai me colocou para fora de casa“, relata.

José Hélio está desempregado há dois anos e desde que foi expulso da casa do próprio pai mora em uma casa alugada e foi justamente por estar sem pagar seu aluguel há três meses que o jovem decidiu ir até a movimentada Fernandes Lima fazer seu apelo.

“Estava fazendo alguns bicos e conseguia pagar os 180,00  da casa que moro, mas não consegui mais nada, então acordei quatro da manhã paguei a um menino 45,00 pela faixa e vim para cá E ainda pulei a catraca. Perguntei ao motorista se ele podia abrir a porta de trás, mas ele disse que não, então pedi para pular”, conta.

Com sua faixa e o apoio de várias pessoas que passam pela avenida, o rapaz vai continuar mostrando suas qualificações para conseguir o tão almejado emprego.


Comentar usando