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Maceió está entre capitais em alerta para surto de dengue, zika e chicungunha

Redação com Correio Braziliense / 3:57 - 07/06/2018

De acordo com o Ministério da Saúde, capital e demais municípios alagoanos estão em situação de risco


O levantamento ainda alerta para surto em outros 2.069 municípios, sendo 16 deles capitais, incluindo Brasília. Nesses locais, o IPP fica entre 1% e 3,9%. (Foto: Arquivo)

O levantamento ainda alerta para surto em outros 2.069 municípios, sendo 16 deles capitais, incluindo Brasília. Nesses locais, o IPP fica entre 1% e 3,9%. (Foto: Arquivo)

De acordo com o recente Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), divulgado nesta quarta (7), Maceió é uma das  15 capitais brasileiras em situação de risco de surto de dengue, zika e chikungunya.

Segundo dados do Ministério da Saúde, outras cidades como Coité do Nóia, Japaratinga, Teotônio Vilela, Satuba, Ouro Branco, Arapiraca, Major Izidoro, Estrela de Alagoas, Craíbas, Igaci, Taquarana e Jaramataia também devem ficar em alerta.

Mais de mil municípios brasileiros apresentam alta infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chicungunha. Segundo dados do Ministério da Saúde, 1.153 cidades (22% do território nacional) têm índice de infestação predial (IIP) acima de 4%, o que representa risco de surto das três doenças.

Os dados são um alerta para a necessidade de intensificar as ações de combate ao mosquito. “Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de criadouro predominante. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito”, explica o Ministério da Saúde, em nota.

O índice de infestação predial (IIP) com taxas inferiores a 1% são consideradas satisfatórias. De 1% a 3,9%, há situação de alerta. Quando a taxa é igual ou maior a 4%, há risco de surto de doenças transmitidas pelo Aedes, segundo o Ministério da Saúde.

Capitais em alerta

Dezesseis capitais estão em alerta: Rio de Janeiro, Fortaleza, Porto Velho, Palmas, Maceió, Salvador, Teresina, Recife, Brasília, Vitória, São Luís, Belém, Macapá, Manaus, Natal e Goiânia. Apenas três capitais estão com índice satisfatório: São Paulo, João Pessoa e Aracaju. Duas capitais estão em risco: Cuiabá e Rio Branco. As capitais Boa Vista, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Campo Grande não enviaram informações ao Ministério da Saúde.

Em 2018, a previsão do governo federal é que o orçamento de vigilância em saúde para os estados chegue a R$ 1,9 bilhão. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chicungunha. O recurso é repassado mensalmente a estados e municípios.

Até 21 de abril, foram notificados 101.863 casos de dengue e 40 mortes em todo o país. Ocorreram ainda 29.675 adoecimentos por chicungunha e quatro óbitos. A zika infectou 2.985 pessoas, sendo que uma morreu.


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