Líder de facção criminosa “empregava” a família para lavar dinheiro do crime

Erika Messias - estagiária / 2:50 - 07/12/2017

Patrimônio de criminoso chegava a oito milhões de reais distribuídos entre casas e carros de luxo


Durante coletiva de imprensa, a PF divulgou detalhes sobre a Operação Duas Faces, que aconteceu nesta quinta-feira (7). A ação apreendeu bens em Maceió e na Barra de São Miguel, além de quatro pessoas presas que irão responder pelos crimes como: lavagem de dinheiro e associação criminosa. Os crimes foram cometidos pela esposa, sogra e dois cunhados de um dos líderes da facção criminosa PCC, estava comandado o tráfico internacional de drogas daqui de Maceió: Erik da Silva Ferraz, que se passava por empresário e usava o nome falso de Bruno Augusto Ferreira Júnior.

Ele estava em Maceió desde o ano passado, nas atividades empresariais: uma academia de ginástica um restaurante e pizzaria mais uma noturna. O criminoso foi encontrado em sua casa no Condomínio Aldebaran, Alfa, mas durante sua prisão ele teria reagido e acabou morto. Segundo o representante a PF, delegado Bernardo Gonçalves, Erik do Valle – como é conhecido na facção criminosa que comanda –  tem parentesco com um dos maiores líderes do tráfico internacional.

Demonstração de como criminoso foi identificado (Foto: Cacá Santiago)

Demonstração de como criminoso foi identificado (Foto: Cacá Santiago)

“Ele é líder de uma facção criminosa de São Paulo, e é filho de um dos seis maiores procurados pela Polícia Federal no Brasil e que está foragido e homiziado na Bolívia, em Santa Cruz de La Sierra. É o traficante, João Aparecido Ferraz Neto, mais conhecido como João Cabeludo, que também faz parte da mesma facção”, explica.

De acordo com o superintendente da PF em Alagoas, há suspeitas de que o pai de Erik ainda atua como traficando e que o filho fazia todo o procedimento de lavagem de dinheiro.

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Sogra de criminoso foi presa por lavagem de dinheiro (Foto: Cacá Santiago)

As investigações contra Erik começaram há pouco mais de dois meses, e estavam sendo monitorados três estabelecimentos que se encontravam em nome da esposa, Gabriela Terêncio de Souza, a sogra, Silvia Rejane de Souza e dois cunhados, Diogo Terêncio de Souza e Domingos Terêncio Correia, sendo o último tenente da Polícia Militar.

“Durante as investigações foi identificado um patrimônio no valor aproximado de oito milhões de reais. Envolvendo casa em um condomínio luxuoso, casa de praia na Barra de São Miguel, lancha, jet ski, uma BMW no valor de 350 mil reais, outros veículos de luxo e além desses bens, na casa de um dos laranjas foram apreendidos uma quantia de 500 mil dólares”, detalhou Bernardo Gonçalves.

A operação contou também com a ajuda da Polícia Militar, através dos Batalhões de Operações Especiais (Bope) e Radiopatrulha (RP).


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