Lesão de jogador de várzea choca “mundo da bola” e mobiliza campanha

/ 1:12 - 10/05/2017


Marcelo Alves
Repórter

O relógio marcava 30 minutos do primeiro tempo da partida. O atacante Filipinho vai para cima do adversário tentar tomar a bola para fazer o seu segundo gol no jogo. Ele já havia balançado as redes aos 18 minutos da etapa inicial. Ao se aproximar do jogador da outra equipe, pisa em uma parte do campo que estava escorregadia. Desequilibra-se. E como que patinando, choca-se com um poste de iluminação, que fica próximo a uma das laterais do campo. Ouvi-se um estrondo. O barulho ecoou nos quatro cantos do campo. Caído, não sente a perna direita. Seu joelho direito sofreu todo o impacto. Suspeita de fratura. A partir daí, o clima foi de desespero, dor, tristeza e solidariedade.  O jogo acabou e “mundo da bola” parou para ajudá-lo. Audálio, do CRB; o ex-presidente executivo do CSA Cícero Eugênio proprietários de campos de futebol society de Maceió e donos de times de várzea se mobilizaram para evitar que Filipinho perca o movimento da perna lesionada.

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Filipinho

Este caso aconteceu no último domingo, dia 7, no campo de várzea do bairro da Chã de Bebedouro, durante o jogo de duas equipes amadores da comunidade: Cardoso x Brilho (considerado até um clássico).

Filipinho, que joga no Cardoso, na verdade é o apelido do ajudante de um mercadinho, Filipe Nascimento da Silva, de 22 anos. Aos domingos, que é seu dia de folga no trabalho, ele vira jogador amador. Assim como todos atletas amadores que não tiveram a chance de se tornarem atletas profissionais, ele mostra seus dons com a bola no pé nos campos de várzea de Maceió.

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Filipinho na Paulo Neto recebendo visita de um dos diretores do Cardoso

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Joelho de Filipinho lesionado

Mas essa lesão sofrida em seu joelho direito pode impedi-lo de trabalhar no mercadinho, onde ganha seu dinheiro que serve para ajudar no orçamento de seus pais. Praticar seu esporte favorito e vivenciar o seu momento de lazer no tempo que tem folga durante a semana também pode chegar ao fim caso não faça uma cirurgia urgente. Ele corre o risco de perder o movimento da perna direita.

Depois de ser socorrido por socorristas do Corpo de Bombeiros e ter sido levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), Filipinho foi encaminhado para a Casa de Saúde Paulo Neto. Lá, ele segue internado e estaria aguardando uma análise mais apurada de sua lesão.

SOLIDARIEDADE – Ao saber da situação de Filipinho, o zagueiro Audálio, do CRB, doou uma camisa do Galo. O ex-presidente do CSA Cícero Eugênio também ajudou e deu material esportivo da marca Tchuk Jones, da qual é proprietário.

Há ainda a mobilização de todos os donos de campos de futebol society da capital, chamados de arenas, que vão arrecadar dinheiro com partidas de futebol em prol de Filipinho. Estão nesta jogada, os donos das arenas Zoraide, Ouro Preto, Pátio da Bola.

Presidente-executiva de um time amador da Chã da Jaqueira, chamado de Ressaca, Rejane da Silva, que atua na área de saúde está mobilizando amigos para ajudar no atendimento médico de Filipinho. Os dirigentes do time do Cardoso também estão se mobilizando para ajudá-lo.

Filipinho, na ocasião em que foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros

Filipinho, na ocasião em que foi socorrido pelos Bombeiros

Quem quiser ajudar pode entrar em contato através do telefone: 98742-0779. Abaixo segue o vídeo que uma das tias de Filipinho fez solicitando ajuda.


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