Bom Dia!, Domingo - 23 de Setembro de 2018

 

KGSP, TOPIK, KLPT: siglas importantes para estudar na Coreia

Alyshia Gomes - coluna Estudar lá Fora / 10:14 - 27/05/2018


Há duas semanas, nosso comentário experimentou um novo formato: convidei Nayra Miranda, minha aluna, para falar sobre como estudar na Coreia. O comentário teve muito sucesso e me permitiu que entrássemos em contato com alguns leitores, ávidos por mais informações e por sugerir alguns temas.

Para demonstrar quão bom está sendo manter este contato, decidi dar continuidade ao tema e responder a uma solicitação de Ramiro Ferreira, leitor que nos segue desde Crato – Ceará. Surpresa boa ver nossos comentários se espalhando pelo Nordeste!

Então, Ramiro e demais interessados em estudar lá fora, com certeza não esgotaremos as informações sobre estudo na Coreia. Mas não se preocupem! Voltaremos a falar sobre o tema.

Por hoje, o comentário aborda a scholarship coreana KGSP, bolsa patrocinada pelo governo da Coreia do Sul, ofertada em duas modalidades para pós-graduação: mestrado e doutorado. São bolsas com duração de 3 e 4 anos, respectivamente. Ambas contam com 1 ano inteiro de curso de coreano.

Os requisitos são similares aos requisitos para quem quer concorrer à bolsa para graduação: é preciso ser estrangeiro e a média geral do bacharelado ou mestrado não pode ser menor que 80% (de 100%!). Isso faz com que a bolsa seja considerada “de excelência”. A diferença, aqui, é que os candidatos precisam ter menos que 40 anos no ano da seleção que pretendem participar. Critério que, é bom salientar, não é exigido para concessão de bolsas para outros países.

O bolsista inicia seus trabalhos com um curso de coreano e, ao final do curso, deve prestar o TOPIK, exame de proficiência desenvolvido e aplicado pelo NIIED (Instituto Nacional para Educação Internacional da Coreia do Sul), sendo realizado duas vezes ao ano em vários países do mundo.

Ao final do curso, o resultado do TOPIK é usado para concorrer a uma vaga na universidade desejada: é importante lembrar a exigência de nota varia de programa para programa, uma vez que é cada vez mais comum que as universidades ofereçam cursos parcialmente em inglês. Fique atento!

Sim, e bem diferente! Para ficar mais claro, o candidato escolhido inicia seu curso de coreano já como bolsista mesmo sem ter sido ainda admitido por uma universidade. Em seguida ele presta o exame de proficiência e, com o resultado, tenta ser admitido em uma universidade sul-coreana.

O exame divide-se em dois tipos: o TOPIK I e o TOPIK II. O primeiro engloba os níveis 1 e 2 e a prova é composta de leitura e escuta. O II cobre do nível 3 ao 6 e tem três seções: leitura, escuta e escrita. A brasileira Thais Lima, mestranda da Ewha Womans University pelo KGSP, explica em seu blog “Na Terra do Kimchi” que o mais difícil do exame de proficiência é saber administrar o tempo. A boa notícia é que não possui avaliação oral!

A prova é aplicada uma vez ao ano no Brasil. A 57º edição do exame foi realizada no Centro de Educação Coreana em São Paulo, em abril deste ano. As inscrições ficaram abertas de dezembro de 2017 a janeiro de 2018, custando entre 70 a 90 reais.

Os resultados do TOPIK também podem contribuir para imigrantes que querem receber visto de moradia permanente ou outros vistos mais específicos no país, como o visto para casamento.

Além do TOPIK, existe o KLPT, entretanto o exame Teste de Profici- ência em Coreano (tradução livre da sigla em inglês) é mais voltado para quem precisa comprovar que sabe o suficiente para trabalhar numa empresa coreana e viver no país.

Ficou curioso? Tem dúvidas? Você pode fazer como o Ramiro, entrando em contato conosco e enviando sugestões, comentários e perguntas. Não deixe de ler o artigo do Estudar Lá Fora da semana que vem!

Quer entrar em contato com a professora Alyshia Gomes? Envie uma mensagem para alyshiagomes.ri@gmail.com!


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